O Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (3) aponta um aumento significativo nas hospitalizações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em várias regiões do país, com destaque para o impacto do vírus sincicial respiratório (VSR) entre crianças pequenas. Em Mato Grosso do Sul, a capital, Campo Grande, está entre as cidades com nível de incidência em alerta, com tendência de crescimento nas últimas semanas.
O principal fator por trás desse aumento em Mato Grosso do Sul e na região Centro-Oeste é a circulação intensa do VSR entre crianças de até 2 anos, além do rinovírus, que tem afetado principalmente crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos. O crescimento dos casos exige atenção das autoridades de saúde, que reforçam a necessidade de prevenção e monitoramento, especialmente em creches, escolas e locais de grande circulação.
No Distrito Federal e em Goiás, a situação também é preocupante, com um aumento contínuo das hospitalizações infantis. Em Mato Grosso e Tocantins, os índices de SRAG permanecem elevados, mas com sinais de estabilização, embora Tocantins ainda registre crescimento entre crianças pequenas.
Diante desse cenário, especialistas recomendam medidas preventivas, como o uso de máscaras de alta proteção (N95 ou PFF2) em locais fechados e unidades de saúde. Além disso, pessoas com sintomas gripais devem evitar aglomerações e, se possível, permanecer em isolamento para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.
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Previsão de aumento da Influenza
Além do VSR e do rinovírus, o Boletim InfoGripe aponta que o vírus da influenza ainda não apresenta um crescimento expressivo nos casos graves, mas a tendência é que ocorra um aumento nas próximas semanas em algumas regiões.
Entre os casos positivos de SRAG no Brasil até agora em 2025, os principais vírus identificados foram:
- Rinovírus – 29,7%
- Sars-CoV-2 (Covid-19) – 32,8%
- Vírus sincicial respiratório (VSR) – 26,3%
- Influenza A – 6,4%
- Influenza B – 2%
Nos óbitos associados à SRAG, o Sars-CoV-2 continua sendo o vírus mais letal, respondendo por 62,7% das mortes. Embora os números da Covid-19 estejam abaixo dos picos anteriores, o vírus segue circulando e causando complicações, principalmente entre grupos vulneráveis.
Até agora, o Brasil já notificou 28.036 casos de SRAG em 2025, sendo:
- 10.866 (38,8%) com resultado positivo para algum vírus respiratório
- 12.742 (45,4%) com resultado negativo
- 2.571 (9,2%) ainda aguardando resultados laboratoriais
Atualmente, 12 das 27 capitais brasileiras apresentam nível de incidência de SRAG em alerta, risco ou alto risco, incluindo Campo Grande (MS), Brasília (DF) e Palmas (TO), no Centro-Oeste. Entre as capitais de outras regiões afetadas estão Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), Belém (PA) e Macapá (AP).
A expectativa é que o aumento dos casos de SRAG continue nas próximas semanas, reforçando a necessidade de monitoramento e ações preventivas em todo o país.
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