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PM diz que não havia “espaço no banco” para mulher arrastada

Um dos três policiais militares que foram presos depois de arrastar por pelo menos 350 metros o corpo de Claudia Silva Ferreira, que ficou pendurada no pino de reboque do porta-malas de uma viatura, disse em depoimento que “o banco traseiro da Blazer estava ocupado por armas e coletes à prova de balas”. De acordo […]

Arquivo Publicado em 19/03/2014, às 18h43

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Um dos três policiais militares que foram presos depois de arrastar por pelo menos 350 metros o corpo de Claudia Silva Ferreira, que ficou pendurada no pino de reboque do porta-malas de uma viatura, disse em depoimento que “o banco traseiro da Blazer estava ocupado por armas e coletes à prova de balas”. De acordo com o regulamento da PM, Claudia, que era mãe de quatro filhos e ainda cuidava de mais quatro sobrinhos, deveria ter sido levada no banco, e jamais no porta-malas.

Segundo o subtenente Adir Serrano Machado, que colocou o corpo da vítima na viatura, a tampa do porta-malas estava fechada, mas os moradores teriam batido na maçaneta do espaço onde se encontrava Claudia. O sargento Alex Sandro da Silva Alves, por sua vez, declarou que “pessoas tentavam abrir a porta traseira da viatura” na saída da comunidade onde a auxiliar de limpeza foi baleada durante uma ação policial.

Thaís da Silva, uma das filhas de Claudia, disse que conseguiu ver muito claramente o braço de sua mãe saindo pelo porta-malas aberto da Blazer. “A mala saiu daqui aberta. Eles jogaram minha mãe lá dentro e correram para dentro do carro”, revelou Thaís.

Jornal Midiamax