Advogado abandona defesa de pivô de fraude no Detran-MS após pedido de liberdade negado
Yasmin Osório Cabral recebia propina de despachante para limpar, clandestinamente, restrições a veículos
Gabriel Maymone, Thatiana Melo –
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Pivô de fraude no Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Yasmin Osório Cabral, 31, está sem advogado de defesa. A servidora comissionada, que está suspensa das atividades por seis meses, está presa desde o último dia 6 de julho, acusada de roubar senha de colegas para tirar restrições de caminhões em esquema que pode ter ‘rendido’ cerca de R$ 2 milhões.
Conforme investigações do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), ela agia em conluio com o despachante David Clocky Hoffaman Chita, que está foragido.
À reportagem do Jornal Midiamax, o então advogado de Yasmin, André Stuart, confirmou que deixou o caso e que a funcionária está sem defesa no momento. No entanto, ele não revelou por qual motivo abandonou a defesa.
Em decisão liminar na última quinta-feira (11), o desembargador Fernando Paes de Campos negou pedido de liberdade provisória feita por Stuart. Após isso, ele pediu a desistência da ação de habeas corpus – que ainda poderia ser julgada pelo colegiado. A Justiça homologou o pedido na noite de sexta-feira (12).
De ‘Supergirl’ heroína do trânsito a prisão por fraude no Detran-MS
Assim, após operação do Dracco apreender documentos, a Justiça expediu pedido de prisão contra Yasmin pela juíza da 3ª Vara Criminal, Eucélia Moreira Cassal, e cumprido na noite do dia 6 de julho (sábado), na casa dela, no Bairro São Lourenço, em Campo Grande.
Depois, ela acabou sendo levada ao presídio ‘Irmã Irma Zorzi’, onde permanece reclusa.
Ela recebia propina para, clandestinamente, dar baixas em caminhões com restrições, em fraude cometida em conjunto com o despachante David Clocky Hoffaman Chita.
Yasmim estava lotada por último na Corregedoria de Trânsito (Cotra) do Detran-MS.
Yasmin foi acusada de tentar dar golpe no próprio pai
Boletim de ocorrência registrado em novembro de 2022 na 1ª DP (Delegacia de Polícia) de Campo Grande coloca Yasmin como autora de crime de estelionato, tendo como vítima o próprio pai.
Conforme o registro policial, a acusação ocorreu após a Polícia Civil receber ofício da Corregedoria da Superintendência Regional da Polícia Federal em MS, que identificou fraude na antecipação de saque-aniversário do FGTS de um homem.
Segundo a polícia, Yasmin teria se passado pelo pai junto ao Banco Pan para conseguir sacar os valores.
Operação revela fraudes no Detran-MS
Conforme o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), Yasmin teria participado de esquema que rendeu cerca de R$ 290 mil em apenas um dia – mas os valores podem chegar a R$ 2 milhões. Ela seria pivô da investigação e teria papel-chave na identificação dos “beneficiários” dos desvios ocorridos no Detran-MS.
Conforme a polícia, a servidora obtinha clandestinamente senha de outros servidores, acessava o sistema e identificava caminhões com restrições. Então, passava informações para o despachante David Cloky Hoffamam Chita, que exigia o pagamento de R$ 10 mil dos proprietários para liberar os veículos.
Assim, ao receber os valores, a servidora liberava as restrições no sistema e o despachante baixava a documentação. Ao menos 200 veículos liberados irregularmente pelo grupo estão identificados.
Ainda ficou constatado nas investigações que Yasmin receberia presentes de David como um iPhone 15 Pro Max, joia e valores no Pix.
Negou pedido de despachante
O desembargador Fernando Paes de Campos negou pedido para revogar prisão preventiva contra o despachante David Cloky Hoffamam Chita, que está foragido após operação da polícia revelar que ele era chefe de esquema que pode ter lucrado até R$ 2 milhões com fraudes no Detran-MS (Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul). O habeas corpus tramita na 3ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de MS).
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