Em audiência de prestação de contas, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) afirmou que três hospitais de Mato Grosso do Sul estão com obras avançadas. Dois estão com mais de 90% concluídos e outra unidade tem 70% de obras finalizadas.

A audiência pública ocorreu na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), nesta quinta-feira (23). Parciparam da prestação de contas o presidente da Comissão Permanente de Saúde, deputado Lucas de Lima (PDT), e a integrante da Comissão, deputada Lia Nogueira (PSDB). Conforme apresentação, o de está com 98,59% das obras concluídas.

Já o Hospital Regional de tem 72,31% das obras finalizadas e o Homecentro de está com 93,74%. Enquanto isso, a ampliação das enfermarias do Hospital de Ponta Porã tem 5,57% concluída.

Durante a audiência, a SES afirmou que os gastos com investimentos correspondem a 4,32%. A Secretaria também destacou que em 2022 foram repassados R$ 29 milhões para os municípios de MS enfrentarem a Covid.

De janeiro a dezembro de 2022 foram aplicados R$ 2,1 bilhões na Saúde do Estado. O valor tem 87% de recursos estaduais, 4% do Fundo Nacional de Saúde em recursos próprios e 8% do Fundo Nacional de Saúde, pelo Fundo a Fundo.

Cobertura vacinal

Segundo os dados da SES, 74% das pessoas com mais de 35 anos não tomaram a segunda dose de reforço contra a Covid. Já dos 12 aos 34 anos, 48% não tomaram nem a primeira dose de reforço.

Contudo, o número de atrasos na cobertura vacinal contra Covid é maior no público infantil. Isso porque dos 5 aos 11 anos, 64% das não tomaram a segunda dose da vacina — que completa o ciclo vacinal.

Reportagem do Jornal Midiamax mostra que o atraso da vacinação infantil acarreta múltiplos casos de doenças respiratórias entre crianças. A deputada Lia Nogueira (PSDB) questionou quais ações serão tomadas pela SES sobre os atrasos da cobertura vacinal.

Assim, a Secretaria informou que seguirá com campanhas e o cronograma do Ministério da Saúde. Outro ponto levantado durante a audiência foram as arboviroses.

A secretária-adjunta da SES, Christine Maymone, destacou que o Estado faz ações permanentes. Além disso, afirmou que as arboviroses — dengue, zica, chikungunya e febre amarela — são recorrentes no Estado.

“Neste exato momento nós estamos com um problema muito maior, porque o Paraguai está com número de óbitos e de casos muito elevados. Nós estamos essa semana com o Ministério da Saúde, com a Organização Panamericana da Saúde, nós instalamos um centro de de emergência”, explicou.

Por fim, o secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões, lembrou que MS desenvolve um novo programa de cirurgias. “Nós estamos desenvolvendo um novo programa, ele é necessário, mas não é a solução. O que nós precisamos é estruturar serviços”, ressaltou.