Nesta sexta-feira (12), o governador de , Eduardo Riedel (PSDB), entregou a reforma da Castro Alves em Dourados. A unidade faz parte do programa que prevê R$ 300 milhões em reestruturação da educação até o final de 2024.

“Faz parte de um programa do Estado, em 2023 e 2024 nós realocamos R$ 300 milhões para concluir um processo de reestruturação da educação”, disse Riedel. Assim, afirmou que as reformas contarão com lousas digitais, fibras óticas, acessibilidade e conectividade.

Para ele, a modernização resultará na aproximação da instituição com os alunos. “É para darmos um passo para estarmos nesse mundo em que os alunos estão. Eles precisam ser digitalmente educados, estar inseridos neste contexto, porque não é o futuro, é o presente”, disse.

A escola entregue no município tem mais de 50 anos e essa é a primeira reforma de reestruturação realizada. “Aqui estava num estado realmente lastimável, é importante que a gente tenha uma reestruturação da lógica, da elétrica, da hidráulica”, comentou o governador.

No prédio, foram R$ 6,9 milhões de investimento. Então, Riedel adiantou que “para 12 escolas [em Dourados] temos cerca de R$ 10 milhões”.

O prefeito de Dourados, Alan Guedes (PP), o presidente da Municipal, vereador Laudir Munaretto (MDB), deputados federais Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL). Também participaram da solenidade os deputados estaduais Renato Câmara (MDB) e Zé Teixeira (PSDB), além de vereadores e autoridades do município.

Escolas públicas em estado ‘crítico'

O anúncio do programa foi feito nesta sexta-feira (12), 20 dias depois do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) divulgar relatório parcial sobre a situação das escolass públicas no Estado.

Segundo o documento, 75% das escolas públicas do Estado não possuem auto de vistoria do Corpo de Bombeiros dentro do prazo de validade. A “Operação Educação” inspeciona em Mato Grosso do Sul 18 escolas municipais urbanas, em 18 municípios, contemplando as seis regiões do Estado.

Também, não encontraram sinalização sonora para casos de incêndio em 85% das escolas. Além disso, os auditores encontraram falhas em questões relativas à segurança, como a falta de hidrantes em 100% das unidades.

O relatório parcial também apontou que 36,36% das escolas não dispõem de recursos de acessibilidade nas suas vias de circulação interna para pessoas com deficiência (PCD) ou com mobilidade reduzida, como ausência piso tátil, falta de rampas e corrimões.

No que tange ao saneamento básico, 58% das unidades educacionais inspecionadas não possuem coleta de esgoto. A ação aconteceu entre 24 e 26 de abril em Mato Grosso do Sul.

Contudo, acontece em conjunto com os 32 Tribunais de Contas do país, que verificam a infraestrutura de 1.088 escolas públicas estaduais e municipais. Por fim, vale destacar que cerca de 785 auditores estão participando da Operação Educação.