Política / Transparência

Empresa terá quase 1 ano para concluir instalações elétricas do Aquário do Pantanal

Almeida e Romanini Engenharia vai realizar os serviços por R$ 6,6 milhões

Renata Volpe Publicado em 15/06/2021, às 08h57

Aquário do Pantanal, em Campo Grande
Aquário do Pantanal, em Campo Grande - Arquivo, Midiamax

A empresa Almeida e Romanini Engenharia, terá 360 dias, quase um ano, para concluir as instalações elétricas do Aquário do Pantanal, em Campo Grande. O contrato entre a empresa e a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), foi divulgado nesta terça-feira (15). 

A empresa venceu licitação para concluir as instalações elétrica no prédio, pelo valor de R$ 6.657.846,44 (seis milhões e seiscentos e cinquenta e sete mil e oitocentos e quarenta e seis reais e quarenta e quatro centavos).

Com isso, o prazo para o serviço é de 360 dias consecutivos, contados da data de recebimento da Ordem de Início dos Serviços, ainda a ser expedida pela Agesul. 

Obra sem fim

Iniciada em 2011, a construção foi orçada em R$ 80 milhões, mas hoje os gastos superam R$ 200 milhões, em cálculos não oficiais.

Os tapumes que cercavam a obra foram retirados no ano passado, para deixar o monumento à vista de quem passava pelos altos da Avenida Afonso Pena. A estrutura tem 32 tanques de peixes e répteis pantaneiros, mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema que permite condições reais do habitat.

Custo dobrado

Mesmo inacabado, o Aquário do Pantanal registra 2,5 vezes o custo do m² do maior aquário de água marinha da América do Sul, o Aqua-Rio, inaugurado no Rio de Janeiro em 2016. A diferença de valores, que mostra 147% a mais no empreendimento sul-mato-grossense, foi apontada em perícia anexada à ação civil de improbidade administrativa e dano ao erário, que tramita na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

A comparação foi feita com o intuito de estabelecer um panorama para os gastos registrados no local, em relação a outros espaços semelhantes. No quadro comparativo entre outros aquários abertos à visitação, os peritos apontaram as discrepâncias nos valores finais das obras já entregues, além das estimativas daquelas que ainda estão em andamento.

Na análise pericial, foi ressaltado ainda que itens como cenografia e iluminação não foram nem sequer considerados no projeto inicial. Com o conceito inicial considerado incompleto, foi necessário solicitar a empresa contratada a elaboração de um projeto complementar, contendo os ajustes necessários para o bom funcionamento de todo o sistema.

Jornal Midiamax