Política / Transparência

De setembro a abril: Câmara de Campo Grande determina redução de consumo de energia

Medidas incluem manter luz elétrica apagada quando houver luz natural e desligar ar-condicionado em dias amenos

Mayara Bueno Publicado em 08/09/2021, às 07h45 - Atualizado às 08h19

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(Foto: Marcelo Casal, Agência Brasil)

A Câmara Municipal de Campo Grande determinou redução do consumo de energia elétrica de setembro de 2021 até abril de 2022. Segundo o documento, o percentual de diminuição tem de ser de 10% a 20% em relação à média do consumo dos mesmos meses de 2018 e 2019.

Em anexo, o ato da Mesa Diretora da Casa de Leis cita exemplos de como adotar a medida determinada. Não usar iluminação elétrica quando estiver disponível iluminação natural e evitar ar-condicionado quando os dias tiverem temperatura amena. Ainda, desligar o aparelho se não houver ninguém no ambiente e, em caso de uso, portas e janelas têm de permanecer fechadas.

Há também item que pede que os chefes dos gabinetes orientem os funcionários e terceirizados sobre desligar a luz em locais sem uso, especialmente no fim do expediente. "Reduzir a iluminação elétrica em áreas de circulação, pátios de estacionamento, garagem e áreas externas ao mínimo necessário para não prejudicar a circulação e a segurança".

A lista, com exemplos do que consumidores atentos às contas, cada vez mais caras, estão acostumados, inclui redução de número de luminárias por ambientes, programar computador para o menor consumo de energia elétrica possível quando deixar de ser usado por alguns minutos, desligar o monitor, impressora, estabilizador, caixa de som, microfone. 

Sobre geladeiras e congeladores, o documento cita que é preciso evitar que as portas destes equipamentos fiquem abertas desnecessariamente — a potência deve ser regulada também conforme a temperatura ambiente e a capacidade utilizada. 

Os servidores terão de usar, sempre que possível, escadas para acesso ao primeiro pavimento, ao invés dos elevadores. Também, desligar equipamentos de refrigeração de água potável no fim do expediente e sempre que não estiverem em uso.

Por fim, promover a conscientização dos agentes públicos com relação à necessidade de redução do consumo de energia elétrica. "Executar manutenções preventivas e preditivas dos equipamentos, de forma a evitar o aumento do consumo de energia elétrica e realizar as manutenções periódicas dos quadros de distribuição de energia elétrica".

Em uma busca rápida no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Campo Grande é possível encontrar contas pagas de R$ 6.152,13, mas em 'valor empenhado' (reserva de dinheiro para pagamento planejado), há dados como R$ 374.000. Documento, na íntegra, pode ser conferido clicando aqui e acessando a página 34.

Contas mais caras

Em 31 de agosto, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária na conta de luz, chamada de bandeira de escassez hídrica. A taxa extra será de R$ 14,20 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos e já entra em vigor a partir do dia 1º setembro, permanecendo vigente até abril do ano que vem.

O novo patamar representa um aumento de R$ 4,71, cerca de 50%, em relação à bandeira vermelha patamar 2, até então o maior patamar, no valor R$ 9,49 por 100 kWh.

Jornal Midiamax