Política / Transparência

VÍDEO: Em entrevista, novo superintendente da PF diz que combate à corrupção ‘continua firme’ em MS

Nomeado nesta semana para comandar a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, o novo superintendente regional Marcelo Correia Botelho esteve na sede do Jornal Midiamax nesta sexta-feira (4). O novo titular ressaltou que o combate à corrupção seguirá firme em Mato Grosso do Sul. Antes da entrevista, Marcelo foi recebido pelo sócio-fundador do Jornal […]

Aliny Mary Dias Publicado em 04/09/2020, às 16h59 - Atualizado em 05/09/2020, às 10h03

Superintendente da PF, Marcelo Botelho e o sócio-fundador do Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, no estúdio do Jornal Midiamax (Foto: Gabriel Neves)
Superintendente da PF, Marcelo Botelho e o sócio-fundador do Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, no estúdio do Jornal Midiamax (Foto: Gabriel Neves) - Superintendente da PF, Marcelo Botelho e o sócio-fundador do Midiamax, Carlos Eduardo Naegele, no estúdio do Jornal Midiamax (Foto: Gabriel Neves)

Nomeado nesta semana para comandar a Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, o novo superintendente regional Marcelo Correia Botelho esteve na sede do Jornal Midiamax nesta sexta-feira (4). O novo titular ressaltou que o combate à corrupção seguirá firme em Mato Grosso do Sul.

Antes da entrevista, Marcelo foi recebido pelo sócio-fundador do Jornal Midiamax, Carlos Eduardo Naegele. A entrevista em vídeo, realizada nos estúdios do jornal, pode ser conferida na íntegra no vídeo acima.

O novo superintendente iniciou falando sobre sua carreira, que teve início aos 18 anos na Polícia Militar de Minas Gerais. Antes de ser destinado para Mato Grosso do Sul, Marcelo atuava no Tocantins, estado que teve uma série de operações recentes de combate à corrupção. Ele chega ao Estado sendo considerado um “prata da casa” da Polícia Federal.

Questionado em relação a mudanças do Governo Federal, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na Polícia Federal, incluindo saída do ministro da Justiça, Sergio Moro, o superintendente afirmou que não acredita que as nomeações e exonerações do presidente interfiram no trabalho de combate à corrupção.

“De forma alguma, a Polícia Federal está sedimentada na sociedade como polícia de Estado e não de governo, as mudanças ocorrem, mas obedecem critérios técnicos para preenchimento de cargos. Fui escolhido e aqui estou e posso afiançar que o combate ao crime, e a corrupção, será de forma bastante firme”.

Botelho também falou sobre posse e porte de arma de fogo, uma das bandeiras do presidente Bolsonaro e que vem sendo facilitada, para ele, o processo ficou mais fácil em razão de boa parte do trâmite poder ser feito via internet.

Sobre o trabalho no combate ao crime organizado na fronteira, que atinge diretamente Mato Grosso do Sul, o novo superintendente afirmou que considera que o Brasil está vencendo essa “guerra” porque vários operações vêm sendo desencadeadas, inclusive, com prisão de líderes de organizações e diminuição do poder econômico dos grupos.

Nomeação

A nomeação de Botelho ocorre após mais de um mês da exoneração de Cleo Matuziak Mazzoti, que foi desligado do cargo para tornar-se Coordenador-Geral de polícia Fazendária da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, ficando dispensado do cargo que ocupava.

Botelho deixou em junho o cargo de Delegado Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Superintendência da PF no estado de Tocantins e já era esperado pela corporação em MS para ocupar o cargo.

Botelho já esteve em MS no ano de 2014, quando ocupava a diretoria do Presídio Federal de Campo Grande, vinculada ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional). Ele deixou o cargo naquele ano após pedido de demissão coletiva alegando interferências externas.

Jornal Midiamax