Política / Transparência

Desativado, hospital de campanha montado na pandemia custearia em média 750 leitos de UTI

Desativado há quatro meses, o Hospital de Campanha montado no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), para atender pacientes com coronavírus, custou R$ 1,2 milhão, segundo dados do Governo do Estado. O valor que custearia cerca de 666 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), levando em consideração a média de preço das […]

Mayara Bueno Publicado em 11/12/2020, às 16h30 - Atualizado em 12/12/2020, às 09h27

Em agosto, hospital de campanha montado no HRMS foi desativado. (Foto: Divulgação)
Em agosto, hospital de campanha montado no HRMS foi desativado. (Foto: Divulgação) - Em agosto, hospital de campanha montado no HRMS foi desativado. (Foto: Divulgação)

Desativado há quatro meses, o Hospital de Campanha montado no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), para atender pacientes com coronavírus, custou R$ 1,2 milhão, segundo dados do Governo do Estado. O valor que custearia cerca de 666 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), levando em consideração a média de preço das unidades, entre R$ 1,6 mil e R$ 1,8 mil.

A estrutura de contêineres foi retirada aos poucos, a partir de agosto, pois, segundo afirmou na ocasião o secretário de Saúde, Geraldo Resende, o local estava sem uso. “Ou porque os pacientes são casos leves demais para serem atendidos pela estrutura, ou porque necessitam de atendimento muito complexo de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), internação, para que a gente mantenha aquela unidade lá. Por isso, vamos desativar aos poucos”, afirmou na ocasião.

O cálculo de quanto o valor do aluguel (R$ 1,2 milhão) custaria em unidades de tratamento hospitalar surge novamente agora, quando Mato Grosso do Sul vive o que é considerado 2º onda da pandemia do Covid-19. Em maio, quando o contrato para aluguel foi fechado, reportagem mostrou que, para cada leito de UTI ocupado, seria desembolsado R$ 1,6 mil por dia – dado confirmado pelo secretário na ocasião.

O próprio Governo do Estado adotou medidas mais duras, decretando toque de recolher válido para todos os 79 municípios nos próximos 15 dias, justificado pelos hospitais lotados e ‘à beira do colapso’.

Inclusive, ao anunciar o decreto da restrição de circulação, publicado nesta sexta-feira (11), o Executivo afirmou que as cidades de MS devem adotar recomendações sanitárias definidas pelo Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança da Economia), sob pena de casos de desrespeito serem levados ao MP (Ministério Público). O toque de recolher valerá a partir de 14 de dezembro, por 15 dias, das 22 horas às 5 horas – esse já é o horário adotado em Campo Grande.

Ainda segundo informações da Secretaria de Saúde, nas últimas 24 horas, Mato Grosso do Sul registrou 1.236 casos positivos e 18 mortes. São 109.785 infectados e 1.888 mortes desde o começo da pandemia. O Hospital de Campanha foi montado no estacionamento do HRMS e a informação, quando foi fechado, é que ele ainda poderia ser utilizado para receber pacientes de coronavírus caso a situação se agravasse em Campo Grande e Mato Grosso do Sul.

Jornal Midiamax