Política / Transparência

Candidatos pedem na Justiça cronograma do concurso da Polícia Civil de MS

Candidatos do concurso para escrivão e investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul pedem em ação judicial a determinação, por parte do Estado, do cronograma para realização das próximas etapas e prosseguimento do concurso. De acordo com despacho publicado nesta terça-feira (5) no Diário da Justiça pelo desembargador Nélio Stábile, relator do processo, […]

Evelin Cáceres Publicado em 05/02/2019, às 09h48

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Candidatos do concurso para escrivão e investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul pedem em ação judicial a determinação, por parte do Estado, do cronograma para realização das próximas etapas e prosseguimento do concurso. De acordo com despacho publicado nesta terça-feira (5) no Diário da Justiça pelo desembargador Nélio Stábile, relator do processo, a questão é de mérito e deve ser julgada pelo colegiado.

O pedido deverá ser encaminhado para análise da Procuradoria-Geral de Justiça e, então, para inclusão em pauta de julgamento no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

No último dia 25 de janeiro, a SAD (Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização) publicou edital com o resultado de recurso interposto à fase de digitação do concurso. O edital foi divulgado em cumprimento da decisão judicial que pede a retomada do concurso.

No dia 16 de janeiro, um mandado de intimação foi expedido para que a SAD comprovasse o cumprimento de tutela de urgência e desse andamento ao concurso público em 10 dias, sob a pena de multa diária de R$ 10 mil. Vale lembrar que o concurso foi suspenso a pedido do juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, até que fosse avaliada a etapa da prova de digitação.

A prova de digitação foi alvo de polêmicas depois da divulgação do texto da prova por uma das candidatas. A prova de digitação correspondeu à sexta fase do concurso da Polícia Civil e foi aplicada entre os dias 8 e 9 de setembro. Os candidatos foram divididos em grupos, que se sucediam a cada meia hora, mas o texto era o mesmo para os dois dias de prova.

O Ministério Público considerou que o conteúdo do texto para avaliação foi idêntico para todos os grupos de candidatos e defende que o vazamento prejudicou a igualdade entre os concorrentes.

Jornal Midiamax