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2 anos depois, investigação sobre concurso com questões idênticas na Santa Casa é arquivada

Após pouco mais de 2 anos, investigação que apurava irregularidade em concurso com questões idênticas na Santa Casa de Campo Grande foi arquivada nesta sexta-feira (3). O certame selecionava residentes médicos para a Fundação Centro de Estudos da Santa Casa William Maksoud. O concurso foi promovido pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) em parceria […]

Maisse Cunha Publicado em 03/05/2019, às 09h20 - Atualizado às 09h50

Homem foi encaminhado para Santa Casa (Foto: Arquivo, Midiamax)
Homem foi encaminhado para Santa Casa (Foto: Arquivo, Midiamax) - Homem foi encaminhado para Santa Casa (Foto: Arquivo, Midiamax)

Após pouco mais de 2 anos, investigação que apurava irregularidade em concurso com questões idênticas na Santa Casa de Campo Grande foi arquivada nesta sexta-feira (3). O certame selecionava residentes médicos para a Fundação Centro de Estudos da Santa Casa William Maksoud.

O concurso foi promovido pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) em parceria com a Consesp, empresa de consultoria em concursos públicos e pesquisas sociais, que já havia aplicado provas em 2016 para residência médica na Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Segundo a investigação, a empresa teria utilizado questões idênticas a das provas da Escola de Medicina de São Paulo, feitas no dia 8 de novembro de 2017, na prova do concurso da Santa Casa, aplicadas no dia 27 do mesmo mês naquele ano.

Ao deliberar pelo arquivamento, o Conselho Superior do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) considerou que a pura repetição de perguntas não significa fraude em concurso público ou que tenha havido quebra de isonomia ou impessoalidade.

“Não sendo possível se concluir que a simples repetição de questão importe em fraude na realização do concurso, ou que, por isso, tenha havido quebra de isonomia ou impessoalidade, à míngua de qualquer indício de vazamento de informações ou do conhecimento prévio do conteúdo por qualquer candidato, exsurge imponente o convencimento da inexistência de fundamento para a tutela coletiva pelo Parquet”, diz o despacho que informou o arquivamento.

A reportagem entrou em contato com o presidente da Santa Casa, Esacheu Cipriano Nascimento, mas ainda aguarda retorno. Tão logo ele se posicione sobre o assunto, esta matéria será atualizada.

Jornal Midiamax