Política / Transparência

Há um ano em Caarapó, Força Nacional deve permanecer por mais dois meses

Pedido foi feito pelo governo do Estado

Evelin Cáceres Publicado em 16/08/2017, às 10h53

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Pedido foi feito pelo governo do Estado

A Força Nacional, que está desde junho de 2016 em Caarapó, distante 273 quilômetros de Campo Grande, deve ficar por mais dois meses na cidade, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16).

O pedido foi feito pelo governo do Estado de Mato Grosso do Sul e autorizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública Torquato Jardim. A função da Força Nacional é complementar as atividades da Polícia Militar no local nos conflitos agrários envolvendo disputa por terras, para garantir a segurança das pessoas e do patrimônio.Há um ano em Caarapó, Força Nacional deve permanecer por mais dois meses

A Força está desde o dia 16 de junho do ano passado no local e chegou dois dias depois que o agente de saúde indígena Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, de 26 anos, foi morto a tiro durante confronto entre fazendeiros na Terra Indígena Dourados-Amambaipeguá.

De acordo com informações de sites da região, os militares estariam auxiliando a combater o tráfico de drogas que acaba aliciando os índios, impedindo a entrada de entorpecentes nas aldeias.

A Terra Indígena abriga quatro comunidades (tekoha), denominadas Javorai Kue, Pindo Roky, Km 20/ Urukuty e Laguna Joha, com população aproximada de 5.800 pessoas, de acordo com a Funai.

O processo de expropriação dos territórios indígenas na região começou em 1882, com o início da atividade de produção de erva-mate e a chegada de colonos gaúchos após a Guerra do Paraguai (1864 a 1870). Desde então, os índios vivem dispersos pela região, segundo a Funai. 

Jornal Midiamax