‘Definitivamente não sou candidato’, declarou o deputado estadual Zeca do PT na manhã desta segunda-feira (11) ao sair da segunda reunião que busca consenso na candidatura para disputar a Prefeitura de Campo Grande em 2024. O deputado Pedro Kemp também não quer disputar. Ambos haviam sido listados ainda como possíveis candidatos, mas declararam nesta segunda que não vão disputar.

Com isso, seguem quatro candidatas que não abrem mão de concorrer. A advogada e ex-candidata ao governo do Estado Giselle Marques, Eugênia Portela, Bartolina Catanante e a deputada federal Camila Jara. O partido quer chegar a um entendimento antes da reunião no dia 23 de setembro, para não precisar realizar prévias.

Para Zeca, o melhor nome é o de Camila. “As eleições de 2024 são o passaporte, do ponto de vista político, para a reeleição do Lula. Acho que com a desistência do Kemp, com todo respeito as outras candidatas, o melhor nome é da Camila”.

Segundo o ex-governador, é preciso também unificar o partido sem abrir mão de uma aliança. “Podemos ter uma aliança com a Rose Modesto, do União Brasil e com o PDT, do Lucas de Lima”, afirmou.

Consenso

Presidente municipal do PT de Campo Grande, Agamenon Rodrigues do Prado disse anteriormente ao Jornal Midiamax que o diretório tem se reunido com todos os que colocaram o nome à disposição do partido para disputar.

“Nos reunimos com a Camila Jara e ela reiterou a vontade de disputar. Para isso, ela deve buscar o consenso com os outros candidatos em torno do nome dela. Isso porque a diretriz do nosso presidente Lula e da nossa presidente do partido Gleisi Hoffmann é de que não haja disputa interna, mas sim um consenso”, esclareceu.

Após o deputado estadual Zeca do PT retirar a intenção de se candidatar de forma ‘irrevogável’, surgiram especulações sobre quem poderia disputar em Campo Grande à prefeitura. O nome dele e da advogada Giselle Marques tinham sido indicados por reunião do diretório estadual em junho.

Já a deputada federal Camila Jara anunciou que seguiria com o nome à disposição do partido, ‘mas sabendo que é uma decisão coletiva’.

No entanto, mais pré-candidaturas apareceram, como de Eugênia Portela e Bartolina Catanante, sugeridas pelo Setorial Municipal e Estadual de Combate ao Racismo do PT.

O deputado federal Vander Loubet afirmou que a situação é classificada como normal na sigla. “No PT nós temos a democracia interna, que permite que qualquer militante possa colocar seu nome à disposição em uma eleição. São nomes valorosos, mas eu acredito que são nomes com perfil para ser candidatos ou candidatas a vereador e vereadora. Essa é uma preocupação que temos que ter, de ter bons nomes para fazer uma grande bancada. O PT tem condições, no mínimo, de dobrar sua bancada de vereadores se tiver uma candidatura majoritária competitiva e uma chapa bem representativa”, disse.