O Ministério Público Estadual abriu procedimento preparatório para averiguar possíveis irregularidades no programa denominado Proinc (Programa de Inclusão Profissional). Segundo o inquérito, o requerente é o vereador de Campo Grande, André Luís (Rede). O programa chegou a ser investigado pela Polícia Civil por suspeita de cabide de emprego.

O programa da prefeitura de Campo Grande é destinado a pessoas de baixa renda. Entretanto, como noticiado pelo Jornal Midiamax, se tornou cabide de empregos, segundo denúncia que tramita há mais de um ano no Judiciário de .

Em agosto do ano passado, os vereadores André Luís Soares (Rede) e Marcos Tabosa (PDT) coletaram assinaturas para a abertura de uma CPI, mas não obtiveram apoio suficiente para dar prosseguimento.

Ex-prefeito de Campo Grande, (Goto: Leonardo França, Jornal Midiamax, Arquivo)

Lista do Proinc inclui pessoas que sequer precisam do benefício

Empresários, blogueiros e até membros do PCC (Primeiro Comando da Capital) são alguns dos beneficiários do Proinc. Entre os investigados pelas suspeitas de irregularidades está o ex-prefeito da Capital e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul Marquinhos Trad (PSD).

Mensalmente, o Proinc paga uma bolsa no valor de um mínimo e uma cesta básica para cada beneficiário. Os beneficiários do programa são pessoas sem emprego e em busca por requalificação profissional.

Pelas regras do programa criado em 2010, o prazo máximo para cada pessoa receber o benefício é de dois anos, mas em Campo Grande, segundo a denúncia, algumas pessoas recebem os valores pelo período de 10 anos. Na Capital, o programa é administrado pela Funsat (Fundação Social do Trabalho).

Diante das suspeitas de irregularidades, o vereador Professor André Luis foi à Justiça em maio de 2021 para requerer detalhes sobre quem recebe o Proinc em Campo Grande. Mandado de segurança foi ajuizado para que a Justiça obrigasse a prefeitura a fornecer a lista dos inscritos no programa.

Ainda segundo a denúncia, demissões em massa teriam ocorrido em uma tentativa de reduzir o número de beneficiários e burlar a entrega dos números oficiais.

O então prefeito, Marquinhos Trad, e o diretor-presidente da Funsat, Luciano Martins, foram alvos do pedido judicial e se tornaram réus.

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