Durante voo, o deputado federal Fábio Trad (PSD) causou revolta de manifestantes ao chamar o presidente Jair Bolsonaro (PL) de ladrão. Ele havia sido questionado sobre o motivo de não ter votado na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Lava Toga.

“Porque o governo Bolsonaro quer fragilizar o Poder Judiciário, para implantar ditadura corrupta. Na minha opinião, o Bolsonaro é um ladrão, por isso eu não assinei a CPI”, afirmou o parlamentar enquanto era gravado.

Nesse momento, manifestantes começaram a discordar do deputado. Os deputados Rose Modesto (União) e Vander Loubet (PT) aparecem no vídeo, mas não se manifestam durante a discussão.

Antes da discussão, o deputado ouviu o discurso do manifestante, que afirma não entender o porquê Trad não havia sido a favor da CPI, já que ele e outros manifestantes gostariam de esclarecimentos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Eu queria entender porque não foi a favor da CPI da Lava Toga, diante de todas as manifestações que estamos vivendo e um clamor da população, haja vista que, quando começamos o processo eleitoral, nossos ministros, por diversas vezes, não foram pautados por aquilo que gostaríamos, ministro Barroso viajou o mundo, mas não aceitou convite do parlamento para falar à CPI. No evento, ele fez um discurso de como teremos que tirar um presidente da República e falou que o bem sempre vence o mal. Barroso interferiu diretamente no parlamento para não ter auditoria do voto. Lá nos corredores, ele disse: eleição não se ganha, se toma. O que aconteceu, depois de algum tempo ele diz: perdeu, mané. População está revoltada. Porque o senhor não votou a favor para dar oportunidade para eles esclarecerem isso para a população, para entender o ponto de vista deles“, disse o manifestante antes da discussão.

Após a resposta do deputado, outros passageiros entram na discussão contra Fábio Trad, que sofreu um revés eleitoral e não conseguiu se reeleger como deputado federal pelo PSD.

Com nomes para diversos cargos, a família Trad deixou os três membros que eram candidatos derrotados. Irmão de Fábio, Marquinhos Trad (PSD), que deixou a prefeitura de Campo Grande em abril para se lançar à campanha de governador, viu os números de intenção de votos caírem conforme investigação contra ele por assédio sexual avançava na Polícia.

Além dos dois, Otávio Trad (PSD), que é vereador e tentou uma vaga na Assembleia Legislativa, também não conseguiu se eleger. Ele obteve 8.891 votos e vai continuar na Câmara.