Nesta terça-feira (2), a senadora por Mato Grosso do Sul, foi confirmada como pré-candidata à Presidência da República pelo União Brasil. A parlamentar deve anunciar o vice da chapa até sexta-feira (5).

Em coletiva, o presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, disse que Soraya é oficialmente “pré-candidata à Presidência da República”. Além disso, garantiu que “sexta-feira seu nome será encaminhado para a convenção nacional, temos algumas opções ainda para vice, que vai ser a cereja do bolo”, adiantou.

A sul-mato-grossense disse que esta será “uma tarefa muito difícil”. No entanto, afirmou que são “missões que a vida nos coloca e que eu pretendo honrar”. Ao agradecer à Bivar pela confiança, Soraya destacou que “quando ninguém acreditava nós conseguimos fazer essa fusão, PSL e DEM”.

Sobre as eleições de 2022, apontou que é um momento sério, que necessita de atenção redobrada. “Nós que estamos nos bastidores, sabemos o que o país vem passando. Então não podemos ser omissos”, ressaltou.

Vale lembrar que o Jornal Midiamax havia antecipado a possibilidade de Soraya ser indicada pelo União como pré-candidata à Presidência já no domingo (31).

Plano de governo

A senadora afirmou que o DNA dela é liberal e continuará com a bandeira do imposto único, defendida pela legenda. “Todo o plano de governo que já estava pronto vai continuar, com um toque feminino”.

Sobre o cargo de vice, Soraya disse que estão “conversando com vários partidos, até sexta-feira conseguimos finalizar isso”. Questionada se deve firmar uma chapa totalmente feminina, assim como Simone Tebet (MDB) e Mara Gabrilli, a pré-candidata disse que uma chapa com homem traria equilíbrio.

“Somos 53% do eleitorado, mas a outra metade é de homens. Pode ser que venha uma chapa homem e mulher”, afirmou. Sobre qual eleitor devem focar os discursos, Soraya disse que “vê que os problemas da população brasileira não difere se o eleitor é de esquerda ou direita”.

Por isso, defendeu que a “intenção é focar em todos os brasileiros, não temos bolha para falar”.

2º turno com Soraya

Indagado sobre quem o partido deve apoiar no entre (PT) e Bolsonaro (PL), Luciano Bivar disse que não trabalham com esse cenário. “Nós não cogitamos isso, porque com o apoio que nós temos, o plano de governo que temos, os 5 ex-ministro que nós temos, não tem porque nós criarmos uma hipótese que não estaremos no segundo turno. O União Brasil certamente estará no segundo turno”, destacou.

Além de agradecer Bivar, Soraya destacou que o presidente do União deverá seguir na caminhada da disputa eleitoral ao Planalto. “Mesmo em Pernambuco, tenho a certeza que o Luciano Bivar não vai me abandonar”, afirmou.

Sistema eleitoral

Sobre o sistema eleitoral e urnas eletrônicas, a senadora disse que está “absolutamente tranquila, é óbvio que precisamos estar sempre atentos”. Contudo, destacou que as auditorias e transparência promovidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são suficientes para demonstrar a veracidade do sistema.

“Estamos bastante tranquilos porque já temos acesso a tudo que é necessário para acompanhar as eleições de 2022”, pontuou. Em relação aos ataques ao sistema eleitoral, feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), a pré-candidata disse que estão “preocupados sim, em atrapalhar o pleito”.

Por fim, a senadora disse que “enquanto os outros vão brigar, nós vamos trabalhar para construir algo, para reunir esse país, para restabelecer a credibilidade acima da verdade. Seremos uma fonte límpida de informações, contem conosco para levar a verdade”.

MS na corrida ao Planalto

Mato Grosso do Sul terá, de forma inédita, duas mulheres concorrendo à presidência. Pré-candidata desde o ano passado, a senadora Simone Tebet teve a candidatura oficializada pelo MDB em convenção nacional.

Nesta terça-feira (2), o partido anunciou a senadora por São Paulo Mara Gabrilli (PSDB) como vice de Simone. Gabrilli está no meio de mandato como senadora por , maior colégio eleitoral do Brasil, onde teve mais de 6 milhões de votos em 2018.

As duas senadoras por MS tiveram destaque nacional durante a CPI da Pandemia, onde questionaram contratos fraudulentos e apontaram inconsistências no processo de compras de vacinas da Covid-19.