Policiais colocam em risco suas próprias vidas para defender a sociedade, diz Contar em apoio à PMMS

MPMS pediu prisão de quatro policiais do Choque, após ação contra traficantes no ano passado
| 24/06/2022
- 09:05
convenção
Marcos Ermínio/ Midiamax

O deputado estadual Capitão Contar (PRTB) manifestou apoio aos policiais militares de Mato Grosso do Sul, após pedido do MPMS (Ministério Público) pela prisão de quatro agentes do Batalhão de Choque, após uma ação contra traficantes no dia 21 de junho do ano passado.

Nas redes sociais, o pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, disse que os agentes policiais que compõem as forças de do Estado, colocam em risco as próprias vidas para manter a sociedade protegida. “E nesta missão estão qualificados para o uso da força e das armas, conforme a Lei”.

Ainda segundo a publicação, Contar diz que “não podemos admitir jamais que o Governo do Estado perca suas prerrogativas para cumprir seu dever de garantir a segurança pública da população sul-mato-grossense”.

Entenda

Conforme noticiado na última quarta-feira (22) pelo Midiamax, o MPMS (Ministério Público de MS) pediu a prisão de quatro agentes do Batalhão de Choque após uma ação contra traficantes no dia 21 de junho de 2021. Os indivíduos alvos da ação, que já tinham passagens pela polícia, alegaram que os militares agiram de forma truculenta, inclusive na presença de uma criança, no Jardim Aeroporto, em Campo Grande.

Os agentes, por sua vez, disseram que houve resistência no ato da abordagem, motivo pelo qual foi necessário o uso de força. Independentemente disso, os suspeitos denunciaram a equipe, que se tornou alvo de procedimento investigatório. Neste sentido, o MPMS representou pela prisão preventiva dos policiais por tortura, injúria, violação de domicílio e lesão.

No entanto, o Alexandre Antunes da Silva, da Auditoria Militar, entendeu que não havia elementos para a prisão, mas aplicou medidas cautelares para que os quatro policiais envolvidos fossem impedidos de realizar rondas na região do Jardim Aeroporto, onde os fatos ocorreram e local de moradia dos traficantes abordados.

A decisão foi obedecida, mas as informações extraoficiais são de que o Choque deixou de policiar a região para evitar represálias do MPMS, uma vez que as viaturas são caracterizadas da mesma forma, assim como todos os policiais têm o mesmo fardamento, motivo pelo qual poderia haver fácil confusão e um novo imbróglio judicial.

Repercussão

O Midiamax ouviu também o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Ele cobrou apoio do MPMS, após se reunir com o PGJ (Procurador-Geral de Justiça de MS), Alexandre Magno Benites de Lacerda, e a cúpula da PM.

Segundo Videira, após denúncia do pedido de prisão por parte do MPMS contra 4 policiais do Choque, as forças de segurança atuarão "mais unidas, com mais vigor e mais intensamente".

O Comandante da PMMS, coronel Marcos Paulo Gimenez, esteve no programa do Midiamax, o Deu B.O e enfatizou que o Batalhão de Choque seguirá fazendo patrulhamento normalmente nas regiões do Jardim Aeroporto, Vila Popular e Zé Pereira.

Gimenez afirmou que os policiais são valorosos. “São quatro valorosos policiais militares, que atuaram no estrito cumprimento do dever legal”, disse. Os militares responderam a processo administrativo, que concluiu que não houve irregularidade na atuação”.

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Vedação consta no Código Eleitoral deste ano definido pelo TSE e na Lei eleitoral desde 2015

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