A bancada do Podemos decidiu manter apoio à candidatura de Simone Tebet (MDB-MS) – agora independente – para a presidência do Senado. Os parlamentares da legenda se reuniram hoje (28).

Líder da bancada, Alvaro Dias (PR) afirmou que “palavra empenhada para nós tem valor”. Mas o senador admitiu votos divergentes da orientação, como quando oficializou apoio à Simone em um primeiro momento, ocasião em que a emedebista ainda tinha o endosso do MDB.

Ainda segundo publicou Alvaro Dias, o partido vai respeitar uma eventual candidatura avulsa, cogitada por Lasier Martins (RS). Em crítica às articulações por cargos na Mesa Diretora ou outras vantagens – manobra que enterrou o apoio do MDB a Simone -, o senador ainda declarou que o Podemos “não aceita balcão de negócios”.

Simone Tebet (MDB-MS) anunciou hoje (28), em coletiva transmitida pelas redes sociais, que agora é candidata independente à presidência do Senado. A sul-mato-grossense perdeu o apoio do próprio partido, que decidiu se aliar ao adversário, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Segundo noticiado por parte da imprensa nacional, o líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), admitiu que não há unidade na bancada do partido em torno do nome de Simone. A legenda tem 15 parlamentares, maior representação na Casa.

Além disso, articuladores da campanha de Pacheco – o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), é o principal deles – ofereceram ao MDB a primeira vice-presidência, em troca de apoio ao democrata. O partido ainda manteria a segunda secretaria, atualmente ocupada pelo líder do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no Congresso, Eduardo Gomes (TO).

Simone disse, durante a coletiva, que a independência do Senado está comprometida, “porque temos um candidato do governo federal”. Ela defendeu a volta do auxílio emergencial e das reformas, principalmente a tributária.

Simone mira apoio de dissidentes e independentes

Após pouco mais de duas semanas de campanha, Simone conseguiu os apoios integrais de Cidadania e PSB. O Podemos, como adiantado, anunciou adesão, mas liberou dissidentes. No PSDB, a sul-mato-grossense tem três dos sete votos.

Se por um lado Simone Tebet perde força dentro do MDB, por outro ela pode ganhar o reforço da ala mais independente do Senado. Ainda existe a possibilidade de Major Olimpio (PSL) recuar de sua candidatura.

Já Rodrigo Pacheco articulou os apoios formais de DEM, PDT, PL, Pros, PT, PP, PSD, PSC e Republicanos. Agora, também do MDB. Bolsonaro endossa seu nome.

A eleição para a presidência do Senado será no dia 1º de fevereiro, em sessão presencial. A votação é secreta.