Política

Membro da bancada feminina, Soraya aguarda PSL para anunciar voto à presidência do Senado

Colega de bancada feminina e de estado, Simone Tebet (MDB-MS) é candidata ao comando do Senado e ainda sonha com apoio de Soraya.

Jones Mário Publicado em 25/01/2021, às 16h51 - Atualizado em 26/01/2021, às 08h38

Simone e Soraya, senadoras de MS, Kátia Abreu e Leila Barros (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)
Simone e Soraya, senadoras de MS, Kátia Abreu e Leila Barros (Foto: Roque de Sá/Agência Senado) - Simone e Soraya, senadoras de MS, Kátia Abreu e Leila Barros (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) declarou ao Midiamax que vai esperar a definição de seu partido para decidir seu voto à presidência do Senado. O voto de Soraya, membro da bancada feminina, pode levar o Senado Federal a um momento histórico, pois, se eleita, Simone Tebet (MDB-MS) será a primeira mulher a presidir o Congresso Nacional.

A indefinição se deve a Major Olímpio (PSL-MS). Embora diante de uma vitória improvável, o senador se lançou candidato à presidência da Casa. Mas o aceno ainda pode não se oficializar, conforme sinalizou Soraya Thronicke.

“Ele [Major Olímpio] disse que vai [ser candidato], mas não depende só dele. Acho que o PSL vai ser o último a declarar. Nós não nos posicionamos ainda”, disse ela, que participou da posse do desembargador Carlos Eduardo Contar na presidência do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), na última sexta-feira (22).

“Eu vou acompanhar o partido e o partido ainda não se definiu, ainda estamos calados. Vou ter que ir na linha do meu partido. Tem que respeitar”, completou.

Acontece que a bancada do PSL é composta apenas por Soraya e Major Olímpio. O segundo já se descolou da figura do presidente Jair Bolsonaro – hoje sem partido, mas eleito pela mesma sigla. Soraya, por outro lado, não.

O alinhamento ideológico com Bolsonaro importa, uma vez que ele apoia o principal adversário de Simone Tebet na corrida pelo comando do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O rival já teria os 41 votos necessários para ser eleito, enquanto a sul-mato-grossense contaria com aproximadamente 30. Compõem o senado 81 senadores, as mudanças ocorrem até o momento da votação. O voto para a eleição é secreto, o que torna o resultado imprevisível. 

Assim, a emedebista chega na reta final da campanha tentando “virar” votos. Simone defende a independência do Senado, nem a favor nem contra o presidente. Em entrevista ao jornal Estado de São PauloSimone chegou a declarar que não vê cenário propício para um impeachment de Bolsonaro.

Sem Soraya, Simone tem metade dos votos da bancada feminina no Senado

Na bancada feminina, a sul-mato-grossense já teria metade dos 12 votos. Além de seu próprio, Simone conta com os apoios de Leila Barros (PSB-DF), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Rose de Freitas (MDB-ES) e Nilda Gondim (MDB-PB), segundo levantamento do Estadão.

Mas a emedebista já adiantou que Soraya deve votar nela caso a candidatura de Major Olímpio não se concretize. Durante agenda em Campo Grande com o candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi (MDB-SP), Simone Tebet revelou “conversa positiva” com a colega do PSL.

As eleições no Congresso ainda não têm data definida, mas devem ser realizadas na primeira semana de fevereiro, assim que o parlamento voltar do recesso.

Jornal Midiamax