Política

Governo admite alterar pontos de reestruturação das carreiras de policiais e bombeiros em MS

Segundo Reinaldo, Estado 'está aberto a dialogar', mas sempre atento à Lei de Responsabilidade Fiscal

Lucas Mamédio e Fábio Oruê Publicado em 18/11/2021, às 16h22

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(Foto: Leonardo França)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) admitiu, na tarde desta quinta-feira (18), que pode alterar pontos no projeto de reestruturação das carreiras dos servidores públicos estaduais. O debate se intensificou após a entrega do projeto na Assembleia, quando setores, como, por exemplo, os bombeiros, policiais militares e civis, se mostraram descontentes com a proposta do Executivo.

"Se não ferir isso (Lei de Responsabilidade Fiscal) o Governo está aberto a dialogar e alterar algum ponto que possa aprimorar os projetos. Não só dos militares, mas também de outras categorias que têm discutido e algumas que não estão contempladas e que também continuam discutindo com o Governo do Estado", disse Reinaldo.

O governador ainda defendeu o projeto de forma geral, afirmando que todas as propostas foram feitas após debate com as categorias. "O que está no projeto é aquilo que foi conversado com os representantes das categorias, e agora sempre eles querem algo mais. Aquilo que for possível aprimorar os projetos, que não tragam descumprimento daquilo que eu falei (Lei de Responsabilidade Fiscal) que é o cerne da nossa questão".

Insatisfação

Nesta quinta-feira (18), diretores regionais da ACS (Associação e Centro Social de Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul) apontaram divergências no projeto de reestruturação de carreira, apresentado pelo Governo do Estado e que é analisado na Assembleia Legislativa. Em carta, eles se posicionam contrários ao presidente da ACS, cabo Mário Couto. Situação semelhante também envolve policiais civis, que não concordam com posicionamento do sindicato que os representa.

Conforme os diretores, a carta demonstra “total insatisfação” dos sócios da ACS sobre a reestruturação da PM e BM. No documento, são apontadas seis divergências no projeto protocolado na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), com autoria do Poder Executivo.

Também nesta quinta (18), os deputados recebem os representantes das forças policiais e bombeiros, para ouvir deles quais pontos as categorias questionam.

Trâmite na Assembleia

Após receber os 15 projetos de lei com reajuste linear dos servidores estaduais por parte do Governo, os deputados estaduais se reuniram, na quarta-feira (17), com a secretária de Estado de Administração e Desburocratização, Ana Carolina Araujo Nardes, para ela explicar mais detalhadamente e tirar algumas dúvidas dos parlamentares sobre as possíveis alterações nos textos. Todos os deputados estiveram presentes na reunião ou mandaram representantes. A expectativa é que o reajuste dos servidores seja analisado e votado pelos deputados até a próxima terça-feira (23)

Na análise do presidente da Assembleia, deputado Paulo Corrêa (PSDB), o projeto é visto "com bons olhos", no entanto, ele afirmou que nem todas as categorias serão contempladas ao mesmo tempo em todas suas reivindicações. “Existem algumas coisas que devem ser colocadas depois? Sim, mas o projeto é de iniciativa do executivo. Então, quem discutiu com os funcionários foi o governo. O governo está dando um aumento, melhorias e aí eu acho que são coisas que estamos ganhando. É claro, querem ganhar tudo de uma vez só, impossível. Nós estamos fazendo o possível aqui”, disse Paulo.

Jornal Midiamax