Política

Com interino na prefeitura, Glória de Dourados vive indefinição sobre futuro

Estado de saúde de Aristeu Nantes é desconhecido

Adriel Mattos Publicado em 13/05/2021, às 16h38

Vista aérea de Glória de Dourados.
Vista aérea de Glória de Dourados. - Foto: Saul Schramm/Subcom-MS

Mais um município de Mato Grosso do Sul vive a incerteza de saber sobre os rumos do município. Desde que o prefeito de Glória de Dourados, Aristeu Nantes (Patriota), se afastou para tratar da Covid-19, não há informações sobre o estado de saúde do chefe do Executivo.

No início do mês, Nantes foi internado no Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Glória. Desde então, moradores especulam sobre o estado de saúde do prefeito. Em grupos de WhatsApp, o comentário é de que o político foi transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital de Campo Grande.

[Colocar ALT]
Vice-prefeito Amadeu de Moura assumiu comando da cidade. (Foto: Adauto Dias/Dias MS)

As páginas da prefeitura e do chefe do Executivo, seja em redes sociais e nos sites oficiais, nem sequer informaram que o mandatário está internado.

Com isso, Nantes pediu afastamento e o vice Amadeu de Moura (MDB) assumiu o cargo interinamente na semana passada. “Não tenho bagagem política, preciso dos vereadores, não eu, mas Glória de Dourados”, disse o emedebista na posse.

O Jornal Midiamax tenta contato com a assessoria de imprensa da prefeitura desde a semana passada e ainda não obteve resposta.

Casos

Nantes é o terceiro prefeito internado por conta da doença causada pelo novo coronavírus apenas em 2021. O primeiro caso foi do chefe do Executivo interino de Angélica, Geraldo Rodrigues, o Boquinha (PSDB), no fim de março.

Ele chegou a ser transferido para Ponta Porã e recebeu alta após uma semana. O último e mais grave caso foi do prefeito de Miranda, Edson Moraes (PSDB), que foi internado na Capital na segunda quinzena de março.

O tucano passou mais de um mês hospitalizado, e nesse período, a prefeitura chegou a ser comandada pelo presidente da Câmara, André Vedovato (PDT), após o vice Fábio Florença (PDT) também contrair a doença.

No dia 1º de maio, Moraes faleceu por complicações da doença. Florença foi empossado definitivamente dois dias depois.

Jornal Midiamax