A votação da medida provisória alterando as regras do crédito rural ocorrida no Senado Federal nesta quarta-feira (04) contou com a presença da ministra da Agricultura Tereza Cristina (DEM). Considerada uma vitória para o agronegócio brasileiro, a medida deve ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sem problemas, avaliam deputados federais sul-mato-grossenses.

Com novos modelos para o crédito rural e a estimativa de incremento de R$ 5 bilhões no setor, a MP 897/19 deve entrar em vigor o quanto antes, acredita a deputada federal tucana Rose Modesto (PSDB). “A MP vai contribuir, e muito, para que o PIB [Produto Interno Bruto] do agronegócio seja bem superior aos 2% previstos pelo Ipea (o Instituto de Pesquisa Aplicada) para este ano, aquecendo a economia, principalmente de estados como o nosso, e gerando mais empregos e fazendo com que a renda aumente”, ponderou.

Mesmo com as mudanças feitas pela Câmara dos Deputados sobre o texto-base enviado por Bolsonaro, Rose acredita que o acordo entre o Congresso para votação e o aval de Tereza Cristina serão decisivos para a sanção.

Em vigor, a medida deve facilitar o acesso ao crédito, criar subsídios para impulsionar o setor e possibilitar aos produtores garantia solidária para renegociar dívidas, além da opção de desmembrar a propriedade para oferecer como garantia nos financiamentos, completou a deputada.

O deputado federal Luiz Ovando (PSL) ressaltou terem sido, ao todo, 349 emendas propostas por deputados e senadores durante a discussão do texto, com o intuito de facilitar o crédito rural, acesso ao financiamento e redução de taxas. “Sem dúvida que haverá benefício a toda sociedade com aumento de área plantada e da produção”, afirmou.

Para o deputado federal Fábio Trad (PSD), a aprovação é medida histórica para o setor, devido à criação de mecanismos de ampliação da base de crédito e a abertura para entrada de recursos privados no crédito agrícola. “A medida permite que esse setor tenha oferta de crédito para continuar expandindo suas atividades no médio e longo prazo. O crédito puramente público jamais permitiria tal fôlego para que o setor continue a se expandir”, observou.