Política

Projeto do novo Prodes tranca pauta e sessão rápida tem alertas sobre pandemia

Os vereadores de Campo Grande tiveram sessão rápida nesta quinta-feira (19), logo depois de reunião com o secretário de Saúde do município, José Mauro Filho. Diferente da primeira sessão ordinária já com as ações de combate ao coronavírus, os parlamentares, em sua maioria, usaram máscaras e mantiveram distância um dos outros. Único projeto pautado para […]

Mayara Bueno Publicado em 19/03/2020, às 12h38 - Atualizado em 19/07/2020, às 20h14

Presidente da Câmara, João Rocha, ao lado do vereadores Carlão e Cazuza na sessão de quinta-feira (19). (Foto: Izaías Medeiros, Câmara Municipal).
Presidente da Câmara, João Rocha, ao lado do vereadores Carlão e Cazuza na sessão de quinta-feira (19). (Foto: Izaías Medeiros, Câmara Municipal). - Presidente da Câmara, João Rocha, ao lado do vereadores Carlão e Cazuza na sessão de quinta-feira (19). (Foto: Izaías Medeiros, Câmara Municipal).

Os vereadores de Campo Grande tiveram sessão rápida nesta quinta-feira (19), logo depois de reunião com o secretário de Saúde do município, José Mauro Filho. Diferente da primeira sessão ordinária já com as ações de combate ao coronavírus, os parlamentares, em sua maioria, usaram máscaras e mantiveram distância um dos outros.

Único projeto pautado para votação, o Proredes, novo Prodes, que concede incentivos fiscais para empresas se instalarem na Capital, não foi votado novamente. Os vereadores relacionam a votação à necessidade de uma ampla discussão antes, que seria feita no dia 16 de março.

Por causa da pandemia e a extrema necessidade de isolamento, o encontro foi cancelado e, por isso, a votação do projeto não ocorreu ainda. Com prazo esgotado para análise, a proposta tranca a pauta e impede que demais projetos sejam votados. Os vereadores encaminharam pedidos para o Executivo retirar a demanda e, desta forma, a pauta ser liberada.

Reunião

O presidente da Câmara de Campo Grande, vereador João Rocha (PSDB), inciou a sessão já próximo das 11h30, explicando que os parlamentares se reuniram com o secretário de Saúde. “Para obter informações importantes de ações e atitudes que estão sendo feitas”.

A parte da sessão dedicada a leitura das indicações, foi suprimida. Os parlamentares entregaram somente os documentos ao apoio legislativo. Poucos foram os vereadores que quiseram se pronunciar em uma sessão que, diferente de terça, teve uso de máscaras e preocupação maior com distanciamentos.

Médico, o vereador Lívio Leite (PSDB) disse estar “profundamente preocupado com a saúde dos profissionais” que cuidam dos pacientes e ainda criticou quem está, de alguma forma, politizando o assunto. “Vamos usar as redes sociais para propagar notícias verdadeiras e combater as falsas. Nós temos responsabilidades maiores do que jogar para plateia uma situação. Todos serão afetados”.

Segundo o parlamentar, o comércio está sendo prejudicado e será mais ainda. Contudo, as ações do Legislativo municipal têm de ser no sentido de ajudar a Prefeitura de Campo Grande. “Que tem sido eficiente e merece aplausos. Não vamos fazer disso um cenário político, sequer eleições podem ocorrer neste ano”.

João Rocha complementou dizendo que o discurso do colega de bancada é carregado de “grandeza e grandiosidade”. “Momento de humanismo, de solidariedade, onde creio que haverá mudança de comportamento: mais importante que o indivíduo, é o coletivo”.

Do lado na bancada da Mesa Diretora, o vereador Carlão (PSB) chegou a exibir áudio em que uma pessoa chora relatando o caso do irmão internado. “Tem pessoas sofrendo e precisando de nós”. O vereador Papy (SD) leu salmos bíblicos e, em seguida, a sessão foi encerrada.

Jornal Midiamax