Política

Prefeito do PSDB em MS condenado por narcotráfico vai cumprir semiaberto no cargo

Era vereador quando foi preso e condenado por tráfico, mas foi eleito prefeito de Aral Moreira assim mesmo pelo PSDB e cumprirá pena no cargo.

Renata Portela Publicado em 01/07/2020, às 10h03 - Atualizado às 15h28

Prefeito cumprirá pena de quatro anos e oito meses (Foto: Chico Ribeiro)
Prefeito cumprirá pena de quatro anos e oito meses (Foto: Chico Ribeiro) - Prefeito cumprirá pena de quatro anos e oito meses (Foto: Chico Ribeiro)

Condenado por tráfico de drogas a quatro anos e 8 meses , o prefeito Alexandrino Arévalo Garcia (PSDB) vai cumprir o início da pena em regime semiaberto. À frente da prefeitura de Aral Moreira, cidade que fica distante 402 quilômetros de Campo Grande, ele chegou a ser preso em 2016 durante a Operação Matterello, da Polícia Federal.

A decisão é do ministro Gilmar Mendes, sobre pedido de reconsideração de habeas corpus, e foi divulgada nesta quarta-feira (1º). No pedido da defesa, também é citada possível absolvição sobre o crime de associação criminosa para o tráfico. Entretanto, o ministro não tomou decisão que interferisse na condenação.

Apesar disso, reviu o cumprimento da pena, que a princípio seria em regime fechado. Decidiu assim reconsiderar parcialmente a decisão, apenas para fixar o regime inicial semiaberto. Mesmo condenado, ele segue no cargo e assina os atos oficiais de Aral Moreira.

Condenado por tráfico, pena menor

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) entendeu como desproporcional a pena imposta ao prefeito Alexandrino. O então vereador e presidente da Câmara na época da operação, foi condenado por tráfico internacional de drogas a sete anos de prisão. Por este motivo, a Quinta Turma reduziu para quatro anos e oito meses. Em contrapartida, rejeitou pedido da defesa que para que fosse anulada a ação.

Operação Matterello

Em fevereiro de 2016, o então na época vereador, quatro familiares e outras três pessoas foram presas. A ação da Polícia Federalaconteceu também em outros 5 estados brasileiros e investigava esquema internacional de tráfico.

Segundo a PF, as investigações tiveram início em 2011, quando foi descoberto que a quadrilha comprava maconha e cocaína na região de fronteira e distribuía e São Paulo, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso. Além disso, as investigações apontaram que havia contato entre Alexandrino e uma outra pessoa, sobre a compra do entorpecente na Bolívia.

Jornal Midiamax