Política

Pré-candidato em São Paulo, Boulos diz que PF mira 5 fazendeiros de MS por queimadas no Pantanal

O pré-candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi às redes sociais para comentar sobre a operação da Polícia Federal contra incêndios criminosos no Pantanal. Segundo escreveu, cinco fazendeiros de Mato Grosso do Sul estão na mira dos agentes. “Polícia Federal suspeita que cinco fazendeiros do MS orquestraram […]

Jones Mário Publicado em 14/09/2020, às 15h42 - Atualizado às 15h55

Guilherme Boulos é pré-candidato a prefeito de Sâo Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)
Guilherme Boulos é pré-candidato a prefeito de Sâo Paulo (Foto: Reprodução/Facebook) - Guilherme Boulos é pré-candidato a prefeito de Sâo Paulo (Foto: Reprodução/Facebook)

O pré-candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi às redes sociais para comentar sobre a operação da Polícia Federal contra incêndios criminosos no Pantanal. Segundo escreveu, cinco fazendeiros de Mato Grosso do Sul estão na mira dos agentes.

“Polícia Federal suspeita que cinco fazendeiros do MS orquestraram os incêndios que ocorrem neste momento no Pantanal. Milhares de espécies e um bioma estão sendo destruídos por causa de 5 latifundiários e um ministro criminoso?”, disse Guilherme Boulos, hoje (14), em sua conta no Twitter. O ministro citado é Ricardo Salles, titular do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Com apoio de aeronaves e embarcações, 31 policiais federais cumpriram dez mandados de busca e apreensão contra produtores rurais nesta manhã, em Corumbá e Campo Grande. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá. Um fazendeiro foi preso por posse ilegal de armas.

A ofensiva investiga responsáveis por incêndios florestais e é parte da Operação Matáá, tradução para “fogo” no idioma guató – etnia de indígenas da região pantaneira. A Polícia Federal monitorou, via satélite e com sobrevoos, como começaram e evoluíram queimadas no bioma.

Os investigados podem responder pelos crimes de dano a floresta de preservação permanente, dano direto e indireto a UCs (Unidades de Conservação), além de incêndio e poluição. Somadas, as penas chegam a pelo menos 15 anos de prisão.

Situação de emergência

O governo do Estado decretou situação de emergência em função das queimadas no Pantanal. Calcula-se que 1,4 milhão de hectares já foi consumido pelo fogo. A área equivale a quase 12 vezes a do Rio de Janeiro (RJ).

Em julho, o governo federal proibiu emprego do fogo em áreas rurais por 120 dias. A medida vale para todo território nacional.

O Pantanal vive seu pior ano em número de focos de incêndio desde o início da série história do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em 1998. Até ontem (13), 14.764 pontos de fogo foram identificados.

Jornal Midiamax