Política

CPI da Energisa segue suspensa até fevereiro de 2021 em meio a críticas sobre fornecimento

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Energisa segue suspensa até fevereiro de 2021 na Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul). O motivo é a pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus). O pedido foi apresentado pelo presidente da comissão, Felipe Orro (PSDB). Por solicitação do relator Capitão Contar (sem […]

Adriel Mattos Publicado em 06/12/2020, às 08h13 - Atualizado em 07/12/2020, às 08h31

Última reunião ocorreu em março, antes da confirmação dos primeiros casos de Covid-19. (Foto: Wagner Guimarães, Arquivo, Alems)
Última reunião ocorreu em março, antes da confirmação dos primeiros casos de Covid-19. (Foto: Wagner Guimarães, Arquivo, Alems) - Última reunião ocorreu em março, antes da confirmação dos primeiros casos de Covid-19. (Foto: Wagner Guimarães, Arquivo, Alems)

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Energisa segue suspensa até fevereiro de 2021 na Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul). O motivo é a pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).

O pedido foi apresentado pelo presidente da comissão, Felipe Orro (PSDB). Por solicitação do relator Capitão Contar (sem partido), o requerimento foi aprovado na última quinta-feira (3).

Na peça, Orro cita que a fase de recolhimento dos medidores de energia precisou ser suspensa para respeitar as normas de biossegurança, além de não ser possível abrir ao público as reuniões da CPI.

Outro motivo é que a curva de casos no Estado voltou a ficar ascendente, com o acumulado de confirmações ultrapassando os 100 mil.

Os prazos e trabalhos da CPI já estavam suspensos desde o começo de março por conta da pandemia da covid-19, que parou as atividades presenciais no parlamento. Porém, após uma breve volta, no começo do mês de novembro, nova suspensão dos prazos da CPI foi solicitada.

Até o momento, foram recolhidos 97 relógios medidores de consumo e todos aguardam por perícia. Porém, a comissão quer garantir a aferição dos 200 relógios medidores no laboratório de engenharia da USP de São Carlos.

“São medidores de consumidores que registraram queixa no Procon sobre aumento injustificado e precisamos desta prova técnica para direcionar as investigações”, disse o presidente da CPI.

Serviço sob críticas

A concessionária que atende quase todo o Estado é alvo de diversas reclamações. Na semana passada, uma sorveteria em Campo Grande teve prejuízos após ficar 24 horas sem energia.

Até mesmo o Lacen/MS (Laboratório Central de Saúde Pública), principal processador de testes do SARS-CoV-2 em Mato Grosso do Sul, ficou às escuras. Os trabalhos só não pararam porque o local tem gerador.

A chuva de quinta-feira deixou moradores de 25 bairros sem energia na Capital. No Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor), a empresa lidera o ranking de reclamações.

Jornal Midiamax