Política

‘Certeza que o Marquinhos não vai dar’, diz Chiquinho sobre reajuste na tarifa de ônibus

Líder do prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) na Câmara Municipal, o vereador Chiquinho Telles (PSD) afirmou nesta quinta-feira (26) ‘ter certeza’ de que o líder do Executivo não concederá reajuste na tarifa de ônibus neste ano ao Consórcio Guaicurus. Nesta semana, estudo apresentado pelo vereador Vinícius Siqueira (DEM) na ação que apura o […]

Evelin Cáceres Publicado em 26/09/2019, às 12h04 - Atualizado às 17h39

Vereador diz ter certeza de que reajuste não será concedido (Izaías Medeiros, CMCG)
Vereador diz ter certeza de que reajuste não será concedido (Izaías Medeiros, CMCG) - Vereador diz ter certeza de que reajuste não será concedido (Izaías Medeiros, CMCG)

Líder do prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) na Câmara Municipal, o vereador Chiquinho Telles (PSD) afirmou nesta quinta-feira (26) ‘ter certeza’ de que o líder do Executivo não concederá reajuste na tarifa de ônibus neste ano ao Consórcio Guaicurus. Nesta semana, estudo apresentado pelo vereador Vinícius Siqueira (DEM) na ação que apura o contrato com as empresas, é apontado um lucro maior do que o previsto, sem o desequilíbrio financeiro argumento usado pela empresa para pedir reajuste.

“Querem reequilíbrio em um serviço que não é bom? Que usuário reclama? O Consórcio tem que melhorar e muito”, afirmou Telles. Sobre a possibilidade da empresa pedir reajuste, Chiquinho descartou. “O prefeito não vai dar. Tenho que certeza que não vai dar. Tem um [reajuste] que já acompanha, dai não é o Marquinhos. Tem que dar. Mas mais que isso não dá”, disse.

O reajuste apontado pelo vereador é a reposição da inflação, que deve ser concedida anualmente ao Consórcio por previsão contratual. Neste caso, o ato é realizado em decreto pelo prefeito. Caso haja solicitação de reajuste, o Executivo precisa encaminhar projeto para a Câmara para que os vereadores analisem.

Estudo

Segundo documento anexado em ação que corre na 1ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos, durante os 20 anos de vigência do contrato junto à Prefeitura, o lucro deve superar em R$ 150 milhões o previsto, pulando de R$ 3,44 bilhões para R$ 3,59 bilhões. A análise consta na mesma ação judicial movida pelo próprio Consórcio Guaicurus em maio, na qual as empresas de ônibus solicitaram à Justiça uma perícia no contrato, sob alegação de que o consórcio opera “no limite de suas forças” e que sofre desequilíbrio financeiro.

Na análise, conclui-se que durante a vigência do contrato com o Poder Público, o Consórcio Guaicurus pode chegar a quase R$ 3.591.978.989,00 de faturamento. Isso significa que as empresas terão lucro estimado de cerca de R$ 150 milhões a mais que o projetado, quando o contrato foi assinado no valor de R$ 3.441.716.248,00. Ou seja: não haveria desequilíbrio financeiro, conforme alegam as empresas.

Jornal Midiamax