Política

Amamsul repudia proposta de Dodge para juízes federais terem atribuição eleitoral

A Amamsul (A Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul) emitiu nota de repúdio após a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informar que enviará requerimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que juízes federais tenham atribuição eleitoral. Conforme a Associação, a postura de Dodge foi um “infeliz posicionamento” e mais uma tentativa de retirada […]

Danúbia Burema Publicado em 25/03/2019, às 18h22 - Atualizado em 26/03/2019, às 08h34

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fala durante o seminário Transparência e Combate à Corrupção, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fala durante o seminário Transparência e Combate à Corrupção, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, fala durante o seminário Transparência e Combate à Corrupção, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
Amamsul repudia proposta de Dodge para juízes federais terem atribuição eleitoral
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse durante seminário Transparência e Combate à Corrupção, no RJ, que enviaria requerimento ao TSE. Foto. Agência Brasil.

A Amamsul (A Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul) emitiu nota de repúdio após a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informar que enviará requerimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para que juízes federais tenham atribuição eleitoral.

Conforme a Associação, a postura de Dodge foi um “infeliz posicionamento” e mais uma tentativa de retirada da jurisdição eleitoral da Justiça Estadual.

A proposta da procuradora veio após o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que crimes relacionados a questões eleitorais – como corrupção e caixa 2 – sejam julgados pela Justiça Eleitoral.

No entender da Amamsul, a medida tomada pela procuradora contraria dispositivo da Constituição Federal (no inciso 1º do artigo 121) e “revela nítida intenção de enfraquecer a Justiça Eleitoral, além de desprestigiar seus membros, na medida em que coloca a opinião pública em dúvida quanto à capacidade técnica dos juízes estaduais”.

A Associação de Magistrados reiterou que a Justiça Eleitoral, formada em sua maioria por juízes estaduais “tem competência e estrutura suficientes para julgar todos os casos que lhe forem submetidos, como tem feito durante décadas, garantindo a plena democracia do nosso país”.

Jornal Midiamax