Política

Líder do governo diz que saída do MDB da base tucana ‘já era esperada’

Deputados emedebistas deixaram base de Azambuja

Aliny Mary Dias Publicado em 08/05/2018, às 15h47 - Atualizado às 18h11

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Líder do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na Assembleia Legislativa, o deputado tucano Rinaldo Modesto afirmou nesta terça-feira (8) que a saída dos parlamentares do MDB da base de sustentação do Governo já era esperada.

Ao Jornal Midiamax, Rinaldo afirmou que a atuação dos deputados emedebistas foi importante nos últimos 3 anos e meio. O parlamentar também afirmou que não acredita em uma oposição dos deputados ao Govenro.

“Acredito que continuarão ajudando nos projetos importantes do Estado. São pessoas responsáveis”, disse Rinaldo.

O deputado também afirmou que os projetos encaminhados pelo Governo à Assembleia são de importância para população e por isso “os deputados saberão diferenciar a política das necessidades da população”.

Saída em massa

O anúncio foi feito pelo líder do partido na Casa, Eduardo Rocha. Vice-líder do novo bloco formado, Paulo Siufi afirmou que todos os projetos passarão por discussão no bloco e serão votados em consenso. “A gente tomou essa decisão de formar um bloco independente porque o André Puccinelli é o nosso pré-candidato ao governo e não tem motivo para continuar no mesmo encaminhamento com o PSDB, que tem o candidato deles”.

Siufi entretanto reforçou que o bloco não deve se tornar oposição, mas independente. “Seremos a favor do que é bom para o Estado, mas agora vamos votar em bloco e decidir junto à liderança na Casa”.

A decisão foi anunciada logo após rumores de que deputados do PSDB estariam tentando um convencimento junto às lideranças do MDB no interior para que fosse feita uma chapa majoritária.
“Alguns deputados tentaram de todas as formas se aproximar, mas decidimos por esse entendimento para evitar desgaste eleitoral”, declarou Siufi sobre a questão.

O entendimento foi realizado em consenso da bancada do MDB, o presidente do partido André Puccinelli, o senador Moka e a senadora Simone Tebet, que não esteve presente na reunião, mas que encaminhou apoio à decisão do partido.

Jornal Midiamax