Política

Deputados querem explicações da ANTT sobre atrasos em obra e pedágio na BR-163

Audiência pública deve acontecer em março

Ludyney Moura Publicado em 21/02/2018, às 16h00

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Audiência pública deve acontecer em março

Na sessão desta quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa, o líder da bancada petista na Casa, deputado João Grandão, apresentou requerimento de uma audiência pública para o dia 16 de março, para discutir o atraso nas obras de duplicação da BR-163 com altos valores do pedágio.

“A concessão é da CCR MSVia (concessionária), que cobra pedágio, mas não está cumprindo com o acordo feito com o Governo do Estado, e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que devia fiscalizar, não fiscaliza. Essa situação causa angústia quando passamos pelas estradas, pois não há movimentação de maquinário na rodovia, onde ainda é preciso pavimentação e operações tapa-buracos”, frisou Grandão.Deputados querem explicações da ANTT sobre atrasos em obra e pedágio na BR-163

De acordo com o petista, em outras audiências públicas já realizadas sobre o assunto, a concessionaria do serviço alega que não tem autorização da ANTT para diversas questões.

Amarildo Cruz (PT) chegou a sugerir inclusive uma ação civil pública para suspender a cobrança de pedágio, uma vez que a CCR MSVia não cumpriu com os termos do acordo.

“Isso interessa a toda a população do Estado, pois sonhamos que essa rodovia seria duplicada dentro do prazo e hoje não vemos máquinas trabalhando. Há completa omissão da ANTT e a sensação é que a mesma é uma figura decorativa. A Assembleia Legislativa precisa assumir esta cobrança”, declarou o deputado estadual José Carlos Barbosa, o Barbosinha (PSB).

O vice-presidente da Assembleia, Onevan de Matos (PSDB), foi além e frisou que a Casa poderia, inclusive, propor a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a concessão da BR-163 em território sul-mato-grossense.

 “Realmente o que está acontecendo na BR-163 me causa estranheza. Mesmo com as obras paralisadas, o pedágio continua sendo cobrado. Tenho dúvida da idoneidade da CCR MSVia, pois já recebeu dinheiro do Estado e ainda continua recebendo do contribuinte”, concluiu o tucano.

Jornal Midiamax