Citou denúncia de violência contra mulher

O deputado federal Elizeu Dionízio (PSDB) usou a tribuna da Câmara Federal para falar sobre as manifestações que ocorrem desde a última quarta-feira (15) contra a PEC (Projeto de Emenda à Constituição) que prevê .

O tucano criticou diretamente o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores na Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botareli, alegando até mesmo que o dirigente não tem moral para liderar movimentos, pois responde a denuncia de agressão contra mulher. O parlamentar diz não acredita que o texto será aprovado como está, mas defende que seja debatido na Casa de Leis.

“É uma matéria que precisamos fazer o enfrentamento, ai la em Mato Grosso do Sul, na minha cidade , uma pessoa que não tem condição moral, que é o presidente da Fetems, uma pessoa ligada ao partido que tem vários denunciados e várias pessoas presas, esse rapaz que inclusive tem sobre ele uma denúncia de agressão a mulher, movimenta uma cidade inteira para plantando mentiras”, diz.

Relata, ainda, que os números dos celulares dos oito deputados federais da bancada sul-mato-grossense foram repassados à população, principalmente aos professores.

“Dizendo que nós somos a favor da previdência. Mas quero deixar um recado aqui a todos os professores de Mato Grosso do Sul, a ACP e a Fetems nunca nos procuraram para discutir sobre a previdência dos professores”, disse.

Ao Jornal Midiamax, Botareli disse que Elizeu deve estar se referindo ao movimento que participou contra Janaína Pascoal, uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT).

“Participei (do movimento) e não me arrependo, mas nunca agredi mulher nenhuma. Pode procurar processo em qualquer instância. Eu sempre lutei pela causa das mulheres, dos negros, dos índios”, afirmou.

O presidente da Fetems rebateu, dizendo que o tucano sequer é deputado. “Ele está lá (na Câmara Federal) no lugar do Márcio Monteiro e se acha. Eu tenho tranquilidade, nunca agredi ninguém e nossa luta continua”, alegou. Elizeu era suplente de deputado federal e foi para Brasília ocupar cadeira de Márcio Monteiro, nomeado secretário de Fazenda no governo de Reinaldo Azambuja (PSDB). (Foto Arquivo Midiamax)