Política

Vereadores mantêm vetos e negam clima de guerra com Marquinhos

Harmonia será mantida entre os poderes

Jessica Benitez Publicado em 03/08/2017, às 15h26

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Harmonia será mantida entre os poderes

Vereadores mantiveram três vetos do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), a projetos aprovados pela Casa de Leis. Dois deles, que previam as criações do Conselho Municipal de Segurança Pública e do Fundo Municipal de Segurança Pública, eram de autoria do vereador André Salineiro (PSDB) que pediu a manutenção das negativas.

“Eu já conversei com o prefeito e ele me garantiu que até o fim do ano esses projetos serão colocados em prática. Tô confiando. Por isso, não irei lutar para derrubar os vetos. Não importa quem é o ‘pai da criança’, o que importa é que o prefeito irá cumprir”, disse referindo-se à autoria dos projetos ser do Executivo ou do Legislativo.

Também foi mantido veto parcial ao projeto Domingo em Família. Otávio Trad (PTB), um dos autores, explicou que a parte vetada não vai interferir no texto. “A essência do projeto continua”, alegou. Tanto que a matéria será sancionada na próxima segunda-feira (7) às 10h e o Domingo em Família começa no dia 13.

“Faz parte do calendário de comemoração aos 118 anos de Campo Grande”, contou o legislador. O veto diz respeito ao horário de funcionamento do programa de entretenimento e interdição de ruas, decisões estas que vão ficar a cargo do Executivo agora. O líder do prefeito na Casa de Leis, Chiquinho Telles (PSD), parabenizou a atitude dos colegas.

Vereadores mantêm vetos e negam clima de guerra com Marquinhos

Para ele, a manutenção da decisão do prefeito, com foco na harmonia, prova que não há guerra entre o Executivo e o Legislativo. “Cada um tem um ponto de vista e resolvemos tudo com diálogo. Nós não vamos abrir mão dessa linha de conduta de harmonia. Se houver situações de divergências, votaremos. Não vamos perder a autonomia, mas sempre de forma harmoniosa”.

Carlos Borges (PSB), destacou que a Casa tem votado os projetos enviados por Marquinhos, mas sem que a Câmara “seja puxadinho da Prefeitura”. Basta cada um fazer sua parte.

Jornal Midiamax

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