Política

Servidores dizem que só deixam plenário se pararem votação

Reunião com deputados não teria avançado

Ludyney Moura Publicado em 23/11/2017, às 13h49

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Reunião com deputados não teria avançado

O grupo de representantes de servidores estaduais que se reuniu com deputados após a suspensão da sessão desta quinta-feira (23), marcada por protestos contra a reforma da previdência, querem a garantia de que a matéria não será votada hoje, caso contrário não desocuparam o plenário.

“Se tiver a garantia de que não será votado hoje a gente sai”, disse Jaime Teixeira, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), e um dos coordenadores do Fórum de Servidores de MS.Servidores dizem que só deixam plenário se pararem votação

A reunião com os deputados durou cerca de 30 minutos, e os sindicalistas anunciaram que não houve avanço no debate.

Os coordenadores do Fórum de Servidores, que representa os mais de 70 mil funcionários públicos do Estado, pediram aos deputados que o projeto seja arquivado, ou que forcem a retirada da matéria pelo próprio Executivo.

Os sindicalistas afiram que a unificação dos fundos previdenciários, sendo que o criado em 2012 apresenta um superávit de R$ 400 milhões, é inviável, e que no prazo máximo de cinco meses ambos se tornariam deficitário. Eles também que o aumento de alíquota incida apenas para servidores que recebem acima do teto da previdência, R$ 5,5 mil. 

Eles voltaram a afirmar que não foram recebidos pelo governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) para discutir a reforma da previdência.

Os deputados estaduais permanecem reunidos a portas fechadas, junto com o secretário estadual de governo, Eduardo Riedel (PSDB). Do lado de fora, cerca de mil pessoas lotam as dependências da Casa. 

Jornal Midiamax