Política

Reinaldo defende apuração e punição de possível irregularidades na chapa Dilma-Temer

A instabilidade econômica é reforçada pela situação, diz Azambuja

Tatiana Marin Publicado em 04/04/2017, às 20h13

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A instabilidade econômica é reforçada pela situação, diz Azambuja

O governador Reinaldo Azambuja defendeu a apuração e punição de possíveis atos ilícitos da chapa Dilma-Temer, que está sendo julgada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O julgamento começou na manhã desta terça-feira (04). “Se houve algo de ilícito cometido, tem que ser apurado. E se teve comprovação de que houve algo ilícito, tem que ser punido”, disse o governador no gabinete itinerante da Expogrande, nesta tarde. 

Segundo Azambuja o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve continuar com o processo. Para o governador, aos líderes políticos cabe aceitar o que for decidido pelo TSE, já que é a instancia superior que discute a questão eleitoral. “Não tenho que ser favorável ou não ao julgamento. Já existe um julgamento. Já está estabelecido. E é um regramento institucional. A decisão deles tem que ser respeitada por todos os prefeitos, vereadores, governadores e pelo presidente da república”, pontua.

Azambuja acredita que o momento econômico é reforçado pela situação política por qual o país passa. “A instabilidade política no pais contribui também para a instabilidade econômica, em um momento em que precisamos ter credibilidade. Por isso é necessário que se resolva a situação”, destaca. Ele afirma a decisão a ser tomada pelo TSE não deve interferir no âmbito estadual, porém aguarda a conclusão do julgamento. “A nível de governo não deve haver interferência, até porque é uma decisão do TSE e vamos ver qual vai ser o encaminhamento. Nesse momento entram as reformas necessárias, são avanços que precisam ser feitos”, finaliza.

O julgamento

A ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer começou a ser julgada na manhã desta terça pelo TSE, em julgamento que é considerado o mais importante da história do tribunal. O processo pode terminar com a convocação de eleições indiretas, presididas pelo Congresso, caso a chapa seja cassada. 

Entretanto, após 1 hora e 45 minutos de sessão, os ministros do TSE aceitaram por unanimidade o pedido de prazo adicional apresentado pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff para apresentar as alegações finais no julgamento da chapa Dilma-Temer. Com isso, a discussão sobre o mérito do processo será adiada. O julgamento sobre eventual abuso de poder pela chapa formada por Dilma e Temer em 2014 pode ser retomado apenas no fim de abril.

Jornal Midiamax