Governador foi citado em delação dos irmãos Batista

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (22), o governador (PSDB) revelou que fará “peregrinação” para se defender das denúncias feitas pelos donos do grupo JBS em delação premiada. O governador revelou que amanhã irá na Assembleia Legislativa para se encontrar com todos os deputados.

Em meio às negações, por duas vezes emocionadas, feitas pelo governador contra denúncia de propina supostamente recebida por ele e paga pelos irmãos Wesley e Joesley Batista, Azambuja disse que provará sua inocência apresentando vários documentos.

A visita que promete fazer nesta terça-feira a Assembleia tem como objetivo colocar “panos quentes” nos pedidos de impeachment já protocolados na Casa. Só nesta segunda foram três.

Nos próximos dias, o governador pretende ir ao Tribunal de Justiça, ao Tribunal de Contas do Estado, a Defensoria Pública e também a OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), que vem adotando postura conservadora se comparada a entidade federal, que já fez pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB), delatado pelos empresários.

A defesa

Hoje o tucano disse novamente que é tudo mentira e atribuiu a uma retaliação da JBS, que, segundo ele, estaria incomodada com o aumento da carga tributária no governo atual. Reinaldo citou que, de R$ 40 milhões em 2014, o montante recolhido pela JBS teria aumentado para mais de R$ 140 milhões este ano. Ele falou dos números apenas de 2014, e de 2016, quando a empresa, segundo disse, recolheu R$ 73 milhões em impostos. Neste ano, prosseguiu, o volume teria mais que dobrado, ou seja,passado dos R$ 140 milhões.

Da Assembleia ao TJ, governador vai ‘peregrinar' para se defender

Aos procuradores do MPF (Ministério Público Federal), a JBS afirmou que o incentivo fiscal, nos três últimos governos, só era concedido no Estado mediante pagamento de propina. Para disfarçar o pagamento de valores irregulares, a empresa diz que eram emitidas notas frias, por pecuaristas e empresas, indicadas pelos governadores.

No caso de Reinaldo, o montante informado pela empresa passa dos R$ 38 milhões, com notas frias até do secretário de Fazenda, Márcio Monteiro, que é deputado federal licenciado e presidente do PSDB no Estado, e nega qualquer irregularidade.