Oposição avalia que governo começou a ‘patinar'

Deputados estaduais adotaram cautela ao avaliar impacto de novas denúncias envolvendo o governador (PSDB) e empresários do setor frigorífico. Isso porque suposta propina seria paga para manter as operações em Mato Grosso do Sul.

João Grandão (PT), líder do bloco de oposição ao tucano, ressaltou que instabilidade política se instala na medida que novas denúncias recaem sobre o chefe do Executivo, porém “não dá para fazer análise precipitada”.

Posicionamento similar adotou Antonieta Amorim (PMDB) ao destacar que reais ou não as denúncias colocam em xeque “governo que sempre primou pela transparência” e enfrenta hoje análise de quatro pedidos de impeachment no Legislativo estadual.

“Se for provado que cometeu alguma coisa vai abrir processo de cassação igual foi feito com o [ex-prefeito Alcides] Bernal. Mato Grosso do Sul vai reagir, mas todo mundo tem direito a defesa e até que se prove o contrário ele é inocente”, pontuou Grazielle Machado (PR).

Enquanto Azambuja rebate as acusações, conforme Cabo Almi (PT), fica evidente que sua administração “começa a patinar” e a oposição se estrutura para agir, caso irregularidades sejam comprovadas. Existe interesse, ainda, que o Ministério Público investigue o caso.

Líder do governo, Rinaldo Modesto (PSDB) não retornou os contatos da reportagem, assim como os líderes da bancada tucana Beto Pereira e peemedebista Eduardo Rocha.