Ex-deputado deve ocupar cela comum de presídio

O ex-deputado federal, Edson Giroto, o empresário João Amorim, o empresário Flavio Henrique Garcia, e Wilson Roberto Mariano de Oliveira foram transferidos para o  Centro de Triagem, no complexo do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande na tarde desta segunda-feira (16). Eles foram presos durante a segunda fase da Operação Lama Asfáltica, chamada de Fazendas de Lama. 

De acordo com o presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) Ailton Stropa Garcia, os quatro estão na sala de triagem neste momento e serão encaminhados para a cela 17, com capacidade para 24 presos. “É uma ala separada com uma única cela, com solário próprio onde ficam presos com curso superior, servidor público, policial civil, militar”, disse o diretor da Agepen.

A ala é conhecida por “especial” no presídio, por ser distante das celas comuns e abrigar geralmente policiais que cometeram crimes. No local, também não há superlotação. “Já tinham 20 presos, com eles quatro, fecha a lotação do lugar”. Todos também foram transferidos da Denar com seus colchões que, apesar de comuns, são considerados uma “regalia”, já que nenhum preso chega com seu colchão no local. 

Além deles, Rachel Giroto, mulher do ex-deputado, Ana Paula Amorim Dolzan, filha de João Amorim, Mariane Mariano de Oliveira, filha de Wilson Mariano e Elza Cristina Araújo, secretaria e sócia de João Amorim estão em prisão domiciliar. Ana Paula está presa em Porto Alegre, já que também tem residência fixa lá cumpre prisão domiciliar. O motivo não foi informado pela polícia e seu advogado não foi encontrado para prestar esclarecimentos. Elza e Mariane cumprem prisão da mesma forma, por terem filhos pequenos.

Sobre a continuidade dos trabalhos de investigação, nesta semana, a PF de Mato Grosso do sul, segue com a análise de documentos apreendidos durante a operação. Esta é a segunda fase da Operação Lama Asfáltica, denominada Fazendas de Lama. A ação deflagrada na última terça-feira (10), prendeu 15 pessoas em regime temporário, mas apenas oito seguem presos, agora de forma preventiva, ou seja, por tempo indeterminado.