Política

Mesmo sem acordo com professores, projeto de reajuste deve tramitar na Câmara

Qualquer alteração entrará como emenda

Evelin Cáceres Publicado em 03/05/2016, às 16h12

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Qualquer alteração entrará como emenda

Apesar da Prefeitura de Campo Grande não ter entrado em acordo com a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) sobre o reajuste e ter enviado o projeto à Câmara, o presidente João Rocha (PSDB) afirmou nesta terça-feira (3) que o trâmite segue normal e o reajuste pode ser votado em até 20 dias.

Segundo Rocha, qualquer novo entendimento entre o prefeito Alcides Bernal (PP) e o presidente da ACP, Lucilio Souza Nobre, pode ser colocado no projeto como emenda. “A ACP pediu para não votar porque não teve deliberação da Prefeitura com a categoria, coisa que acontece há anos e neste não aconteceu”, explicou Rocha.

Mas para não perder o prazo da tramitação e nem que o reajuste já seja concedido em junho, referente ao pagamento de salário de maio, ele deve tramitar normalmente. “Dei conhecimento do projeto hoje na Casa e ele vai passar pelo apoio legislativo, Procuradoria e pelas Comissões: de Constituição e Justiça, Orçamento e Finanças”.

Rocha disse que não atendeu ao pedido do sindicato para que a categoria tenha o aumento em tempo. “Depois faremos emendas e aí votaremos, é a maneira correta para tramitar a tempo do reajuste”, ressaltou.

Projeto

Os professores querem uma explicação do Executivo sobre o cumprimento do projeto, que prevê debater o aumento real do salário em fevereiro de 2017.

Segundo os professores, o projeto reconhece a Lei do Piso, mas deixa a aplicação da Lei para a próxima gestão, que determina reajuste salarial retroativo, sendo 11,37% deste ano e 13,01% referentes a 2015.

Jornal Midiamax