Política

Vice-governadora lamenta rejeição da Câmara de cotas para mulheres no Legislativo

O texto previa uma reserva de vagas para mulheres

Diego Alves Publicado em 18/06/2015, às 22h49

None
professora_rose.jpg

O texto previa uma reserva de vagas para mulheres

A vice-governadora Rose Modesto (PSDB), lamentou a votação do Plenário da Câmara dos Deputados, que rejeitou nesta terça-feira (16) emenda apresentada pela bancada feminina à reforma política (PEC 182/07, do Senado) que garantia um percentual de vagas no Legislativo para as mulheres. Do total, 293 votos foram a favor do texto, porém  o mínimo necessário era de 308. Houve 101 votos contrários e 53 abstenções.

“Eu lamento, quem perde com isso é a sociedade, pois a capacidade da mulher, a sensibilidade da mulher dentro dos interesses da população através da representação no poder público. O cargo com um mandato é fundamental, para gente poder buscar a questão do combate a injustiça desigualdade”. 

O texto previa uma espécie de reserva de vagas para as mulheres nas próximas três legislaturas. Na primeira delas, de 10% do total de cadeiras na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas estaduais, nas câmaras de vereadores e na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Na segunda legislatura, o percentual subiria para 12% e, na terceira, para 15%. As vagas deveriam ser preenchidas pelo sistema proporcional. Se a cota não fosse preenchida, seria aplicado o princípio majoritário para as vagas remanescentes.

“A mulher hoje sendo maioria, inclusive no país, precisava ter uma representatividade maior dentro das câmaras federais, assembleias legislativas, câmaras municipais, cargos executivos, quem perde acima de tudo é a sociedade, precisamos avançar muito, a ao mesmo tempo aumenta a responsabilidade das mulheres que já chegaram em um cargo eletivo. Pois tem de desempenhar um bom trabalho, sério dando um bom resultado para que essa realidade venha a mudar”, disse.

Jornal Midiamax