Política

Relatório de processante contra Olarte é sigiloso e pode ser votado na terça

Comissão foi instaurada porque vice-prefeito é réu em ação penal

Midiamax Publicado em 09/11/2015, às 13h46

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Comissão foi instaurada porque vice-prefeito é réu em ação penal

Está pronto relatório da Comissão Processante da Câmara Municipal aberta contra o vice-prefeito afastado do cargo de prefeito, Gilmar Olarte (PP). O documento, no entanto, é mantido sob sigilo por parte dos integrantes do colegiado, que querem submetê-lo aos colegas para votação em plenário já na terça-feira (10).

A Comissão Processante foi aberta em agosto, após o TJ (Tribunal de Justiça) tornar Olarte réu em processo decorrente da Operação Adna, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Na ação, o vice-prefeito é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção passiva – teria usado cheques de terceiros e prometido vantagens supostamente indevidas em troca de dinheiro.

O grupo, formado pelo presidente, João Rocha (PSDB), o relator, Paulo Siufi (PMDB), e Chiquinho Telles (PSD), reuniu-se na manhã desta segunda-feira (9). De lá, saiu com o relatório concluído e aprovado, mas não falaram sobre o conteúdo sob o pretexto de que ele seria, antes, levado ao conhecimento dos demais vereadores.

Relatório de processante contra Olarte é sigiloso e pode ser votado na terçaJoão Rocha diz que há a possibilidade de o relatório ser votado em uma sessão extraordinária já na terça-feira. Isso depende de acordo entre os próprios parlamentares.

Em tese, a comissão processante pode opinar pela cassação do mandato de Olarte. No entanto, ele nem foi ouvido pelo grupo, tendo apenas sido considerada suficiente defesa por escrito.

O tucano diz estar pronto para reações ao resultado da processante. “Qualquer decisão resultará em críticas. Mas, não podemos inventar a roda, fizemos tudo dentro do que realmente existe”, diz o presidente.

Olarte foi afastado do cargo de prefeito no dia 25 de agosto, por conta de outra operação do Gaeco, a Coffee Break. Ela investiga se vereadores foram corrompidos a votar pela cassação de Bernal.

No mesmo dia que afastou Olarte, o TJ reconduziu Bernal ao cargo, mantendo liminar que anula o ato de cassação, por parte da Câmara Municipal. Enquanto a comissão processante fazia sua reunião, o atual prefeito estava reunido com os demais vereadores na sede do Legislativo.

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