Política

Nos postos, população não enxerga ‘milagre’ na saúde pública após posse de Bernal

Secretário municipal de Saúde apresentou dados aos vereadores

Arquivo Publicado em 27/02/2014, às 15h21

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Secretário municipal de Saúde apresentou dados aos vereadores

Apesar de considerarem algumas melhorias no atendimento de emergência, os usuários das unidades de saúde de Campo Grande, discordam do secretário de Saúde, Ivandro Fonseca, de que a saúde está melhor desde a gestão do prefeito Alcides Bernal (PP). A população se queixa que aguarda muito tempo por atendimento especializado e realização de exames.

Nesta terça-feira (25), o secretário municipal de Saúde compareceu à Câmara de Vereadores para apresentar números da rede municipal no ano de 2013. O secretário comparou os dados com gestões anteriores e valorizou o aumento do número de consultas médicas e investimentos.

Segundo o secretário, a gestão Bernal foi a que mais investiu em saúde nos últimos dez anos. Apesar disso, a população não  sentiu o peso dos recursos. “Os exames ainda demoram 30 a 40 dias para ficarem prontos”, afirma o padeiro Osmar Luiz, 54 anos. Ela diz que alguns médicos chegam a orientar o pagamento de exames particulares pelos equipamentos serem mais eficazes.

Aguardando por atendimento na Unidade de Pronto Atendimento da Vila Almeida, o padeiro afirma que teve de se deslocar da Vila Marli para levar a vizinha com o filho até a unidade. Mãe da criança, Edimar Freitas, 46 anos, lembrou-se da distância que tem que se deslocar. “Na região da Vila Marli tem a obra parada da UBS. Se tivesse pronta seria mais perto”, afirma.

Ivandro também destacou durante apresentação o crescimento no número de médicos contratados pela prefeitura.  O dado contradiz o que pensa Osmar Luiz. “Ainda tem muita demora no atendimento. Teve dia que cheguei a ficar aqui durante duas horas”, relembra.

Outra reclamação é com relação ao atendimento especializado. Apesar da implantação do projeto Consulta Única, um mutirão para atender pessoas que aguardam anos por atendimento, a localização do Centro de Especialidade Médica (CEM) ainda é um empecilho para o tratamento.

No caso da confeiteira  Keilla Campo da Silva, 29 anos, a dificuldade em ir ao local acabou resultado em internamento na Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa. “Era para tratar a bronquite asmática do meu enteado, mas tinha dia que não tínhamos passe para ir e a doença se agravou”, afirma.

Nesta quarta-feira (26), a confeiteira chegou a esperar 40 minutos por atendimento para tratar uma gripe do filho de 9 anos que estava com febre alta.

Jornal Midiamax