Política

Presidente do PMDB ignora pressão e monta chapa para enfrentar a cúpula

Decisão é em resposta ao grupo do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) que reuniu todas as lideranças da sigla em uma mesma chapa para apoiar a candidatura do deputado estadual Júnior Mochi (PMDB)

Arquivo Publicado em 01/12/2012, às 14h31

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Decisão é em resposta ao grupo do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) que reuniu todas as lideranças da sigla em uma mesma chapa para apoiar a candidatura do deputado estadual Júnior Mochi (PMDB)

O presidente regional do PMDB, Esacheu Nascimento, ignorou a pressão e começou a coleta por assinatura para enfrentar a cúpula na disputa pelo comando do partido em período de eleições estaduais. A decisão é em resposta ao grupo do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) que reuniu todas as lideranças da sigla em uma mesma chapa para apoiar a candidatura do deputado estadual Júnior Mochi (PMDB).


Além de Nelsinho, fazem parte do grupo o senador Waldemir Moka, o governador André Puccinelli, deputados federais, estaduais, prefeitos e futuros prefeitos. Até Esacheu, na condição de ex-presidente, foi incluído na chapa na tentativa de forçar o consenso.


Ele, no entanto, não admitiu a pressão e decidiu lançar seu nome, mesmo sem o apoio da cúpula. “Nossa chapa ao Diretório Estadual do PMDB MS, com meu nome (Esacheu Cipriano Nascimento) para presidente é a chapa Ulysses Guimarães”, anunciou. “Peço aos amigos peemedebistas para ajudar a divulgar e pedir apoio aos convencionais”, emendou em sua página no Facebook.


No enfrentamento com a cúpula, Esacheu destacou o apoio da militância. “Sou candidato das bases, não posso virar as costas para nove mil pessoas que demos cursos e trabalhamos nos diretórios simplesmente por uma decisão de cúpula”, avisou. “Nós queremos que a base respeite as nossas lideranças, mas também estamos cobrando que as lideranças respeitem o sentimento de nossa militância”, acrescentou.


Alheia ao suposto apoio das bases, a cúpula frisa que a saída do presidente regional é unanimidade e não tem mais volta. “Está descartada (a permanência de Esacheu), não dá para continuar, hoje ele tem unanimidade para sair”, disse Moka.


Dessa forma, a resistência de Esacheu torna inevitável o confronto dos peemedebistas. A crise se agravou após o dirigente manifestar preferência pela candidatura da vice-governadora Simone Tebet ao Governo do Estado, gerando a indignação de Nelsinho.


O prefeito defende um presidente com condição de magistrado, principalmente, em período de eleições estaduais. Por outro lado, Esacheu garante imparcialidade e afasta influência pessoal na hora de conduzir o processo.

Jornal Midiamax