Política

Puccinelli diz que ‘não houve paralisação’, mas anuncia punição para policiais civis

Em tom de ameaça, André 'lembrou' aos policiais sobre os possíveis efeitos de servidores públicos se envolverem em manifestações e terem o fato anotado na ficha funcional: "Em relação à promoção, isso dá uma série de problemas".

Arquivo Publicado em 10/11/2011, às 13h40

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Em tom de ameaça, André ‘lembrou’ aos policiais sobre os possíveis efeitos de servidores públicos se envolverem em manifestações e terem o fato anotado na ficha funcional: “Em relação à promoção, isso dá uma série de problemas”.

O governador André Puccinelli afirmou que não considerou como uma paralisação o protesto organizado pelos policiais civis que ocuparam nesta quarta-feira (9) o Centro de Polícia Especializada (Cepol). Mesmo assim, avisou que os policiais que participaram do ato serão punidos com desconto do dia e advertência em ficha funcional.


“Cerca de cem aposentados foram lá, numa estratégia muito interessante que eles usaram. Eram uns cem aposentados e alguns da ativa. Não houve paralisação”, desconversou Puccinelli nesta manhã de quinta-feira (10).


Ele ainda acusou os sindicalistas de estarem mentido. “Tem muita conversinha fiada. A gente tem que ser sincero e franco. Quanto o escrivão de polícia em início de carreira ganha aqui e ganha nos 27 unidades da federação? Quanto é que o investigador ganha aqui e ganha as unidades da federação”, questionou.


Em tom de ameaça, André ainda fez um aviso aos policiais ‘lembrando’ sobre os possíveis efeitos de servidores públicos se envolverem em manifestações. “Quem não trabalhou vai ter o desconto do dia não trabalhado e anotação na ficha funcional. E, em relação à promoção, isso dá uma série de problemas. Agora, se continuarem o problema, sem procurarem o caminho certo que é escrever e solicitar, ai veremos se outras penalidades virão”, disparou.

Jornal Midiamax