Política

Assessor de vereador denuncia suposto esquema de venda de casas populares

Após gravar denúncias em vídeo, assessor foi quem parou na delegacia. Ele prestou depoimento por cerca de três horas sobre suposto esquema de favorecimento na distribuição de casas populares que funcionaria no gabinete de Vanderlei Cabeludo (PMDB), na Câmara Municipal de Campo Grande.

Arquivo Publicado em 06/05/2011, às 20h50

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Após gravar denúncias em vídeo, assessor foi quem parou na delegacia. Ele prestou depoimento por cerca de três horas sobre suposto esquema de favorecimento na distribuição de casas populares que funcionaria no gabinete de Vanderlei Cabeludo (PMDB), na Câmara Municipal de Campo Grande.

O assessor parlamentar Celso Roberto Costa, conhecido como “Mário Covas”, prestou depoimento à Polícia Civil no início da tarde desta sexta-feira (6). Ele denunciou um suposto esquema de favorecimento na distribuição de casas populares que funcionaria no gabinete do vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB), na Câmara Municipal de Campo Grande.

Após gravar em vídeo as denúncias e citar até um assessor direto do governador André Puccinelli (PMDB) nas acusações, que chegaram a ser veiculadas na internet, mas foram tiradas do ar. O assessor foi detido no começo desta tarde e levado para a Delegacia Especializada de Defraudações, onde está com a delegada Rosely Molina há mais de três horas.

Costa disse na entrevista, veiculada pelo site UH News, que o gabinete do peemedebista funcionava como uma espécie de balcão de venda de casas populares. Uma mulher que também prestou depoimento à polícia confirmou que era Celso Costa quem intermediava o negócio.

Dayane Simões Barbosa, 25, disse ter entregue R$ 600 ao assessor e contou que recebeu dele a promessa de que o nome dela, na espera por uma casa popular, “pularia” para o início da lista e logo era seria favorecida. O benefício, no entanto, segundo ela não ocorreu.

A reportagem quis ouvir o vereador, mas um assessor seu disse que o parlamentar tinha sido submetido a uma cirúrgia e que “mais tarde” poderia comentar o caso, já que ele estaria sabendo sobre os depoimentos.


Jornal Midiamax