Polícia / Trânsito

Ato pede sinalização em cruzamento campeão em acidentes na avenida Três Barras

Moradores fizeram protesto, na manhã de hoje, para cobrar a instalação de nova sinalização de trânsito na avenida Três Barras, no cruzamento com a rua Felipe Camarão, no bairro Tiradentes.

Arquivo Publicado em 24/06/2013, às 12h07

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Moradores fizeram protesto, na manhã de hoje, para cobrar a instalação de nova sinalização de trânsito na avenida Três Barras, no cruzamento com a rua Felipe Camarão, no bairro Tiradentes.

Moradores fizeram protesto, na manhã de hoje, para cobrar a instalação de nova sinalização de trânsito na avenida Três Barras, no cruzamento com a rua Felipe Camarão, no bairro Tiradentes. Eles fizeram a manifestação na manhã de hoje (24) no cruzamento que lidera os acidentes na avenida Três Barras.


Eles pedem que um semáforo seja instalado no cruzamento das vias e que um redutor de velocidade seja colocado na Rua Camarão. Segundo um dos moradores, o professor Silas Fauzi, 38 anos, a avenida Três Barras possui um redutor de velocidade, localizado a cerca de 50 metros antes do cruzamento, que não atende as necessidades dos moradores.


O professor contou que o cruzamento é palco para acidentes todas as semanas. Por diversas vezes, até mais de uma batida é registrada a cada sete dias. Moradores tiveram suas casas invadidas por veículos por várias vezes.


“Já foram feitas várias reivindicações, tanto na Assembleia Legislativa quando na Câmara Municipal. Desde 2006 pedimos, mas até agora não tivemos respostas da Prefeitura”, afirma Silas.


Dados do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) revelam que em 2012 aconteceram 50 acidentes no cruzamento das vias. Em 2013, até o mês de junho, já foram 29 batidas contabilizadas.


O empresário Ronan Bégamo Teixeira, de 32, morador da Rua Camarão, contou que duas vezes a casa em que ele mora com a família foi atingida por carros. “Eu tenho duas filhas pequenas e não posso nem deixar as crianças brincarem na garagem. Eu tenho medo do carro entrar e acontecer alguma coisa com minhas filhas”, conta.


Além da preocupação, Ronan lembrou que convive diariamente com o perigo de gastos desnecessários, já que as duas vezes que bateram na casa dele, o prejuízo ficou no orçamento da família.


Os acidentes são frequentes na casa do empresário porque parte da Rua Felipe Camarão é estreita. Ele afirma que se o motorista estiver desatento ao passar pela via, corre o risco de bater na casa da família.


Pedido de socorro aos parlamentares


Por diversas vezes, os moradores procuraram os parlamentares da Casa Municipal de Leis com pedidos de socorro. Em 2006, por meio do então vereador Carlos Marun (PMDB), eles pediram a instalação de um semáforo no cruzamento; em 2007, via Marcelo Bluma (PV), pediram novamente a instalação do semáforo; no mesmo ano, desta vez por meio do vereador Paulo Pedra (PDT), pediram a melhoras nas sinalizações da via.


Em 2008, por meio da então vereadora Magali Picarelli (PMDB), os moradores pediram a instalação de um redutor de velocidade; em 2011, via vereador Athayde Nery (MD), eles solicitaram a instalação de um semáforo e de uma faixa de pedestres, ambos no cruzamento; também em 2011. Bluma encaminhou ofício ao então diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Rudel Trindade Junior, a instalação do semáforo.


No último ano, em 2012, Bluma pediu a implantação de quebra-molas na Rua Felipe Camarão, além da instalação do semáforo. Em dezembro de 2012, foi a vez do vereador Paulo Siufi (PMDB) pedir a instalação do quebra-molas.


Este ano, Mario Cesar (PMDB), o presidente do Legislativo Municipal, pediu a instalação de um redutor de velocidade na Rua Felipe Camarão; Edil Albuquerque (PMDB) também pediu um redutor do tipo traffic calming; Já Eduardo Romero (PT do B), pediu que o alargamento da rua e a mudança do semáforo para a esquina do cruzamento; e Eliseu Dionísio (PSL) pediu a retirada de uma árvore.


Nenhuma das solicitações foi atendida pelo Executivo. De acordo com documentos divulgados hoej pelos moradores, as reivindicações foram lidas em Plenário, passaram pelo Expediente, pelo protocolo e voltaram sem respostas.

Jornal Midiamax