Polícia / Trânsito

Família de comerciante morto em acidente cobra solução

Os familiares do comerciante Joaquim Araújo Dias, 41 anos, que era conhecido como “Boa”, ainda não esqueceram e só o tempo para amenizar o sofrimento causado pela morte prematura, ocorrida no dia 1º de abril deste ano. Neste dia Joaquim estava na companhia de um afilhado sentado em frente ao seu estabelecimento comercial localizado na […]

Arquivo Publicado em 22/09/2010, às 18h28

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Os familiares do comerciante Joaquim Araújo Dias, 41 anos, que era conhecido como “Boa”, ainda não esqueceram e só o tempo para amenizar o sofrimento causado pela morte prematura, ocorrida no dia 1º de abril deste ano.


Neste dia Joaquim estava na companhia de um afilhado sentado em frente ao seu estabelecimento comercial localizado na Avenida Mato Grosso, 1202, quando foi atingido por uma caminhonete desgovernada que estava sendo conduzida por um médico que reside no município de Umuarama-PR.


No veículo foram encontrados dois litros de whisky, um lacrado e outro não. O médico que teria perdido o controle da caminhonete que matou o comerciante se recusou a fazer o teste de bafômetro. Ele chegou a ser preso em duas ocasiões e ambas foi solto por determinação da justiça.


Sílvia Araújo, 45 anos, irmã de Joaquim é quem toca o bar atualmente. Ela explicou que foi necessário uma reforma, mas mesmo assim não esquece o irmão que ali mesmo perdeu a vida. Sílvia colocou duas faixas na parede externa do bar, onde pede para que o caso seja solucionado e não caia no esquecimento. Ela diz que um dos fatos que entristece os familiares é saber que o motorista que se envolveu no acidente estar dirigindo.


“Estive em Umuarama e vi ele dirigindo normalmente, até então imaginávamos que ele não estava mais ao volante, como haviam nos informado. Ele está trabalhando normalmente. Testemunhas relataram que o motorista estava com sintomas de embriaguez, mas como não fez o teste do bafômetro legalmente não há provas. Quero justiça… só isso”, diz a irmã com os olhos lacrimejando.


Sílvia explica que faixas que foram fixadas no bar é uma forma de protesto silencioso que encontrou para que o caso chame atenção e não seja mais um número nas estatísticas de vitimas do trânsito. “Temos que tocar a vida, mas não é fácil. Esse bar começou com nós três. Eu, meu irmão e minha mãe, que também faleceu. A vida tem que continuar, mas só eu sei o que é fechar os olhos e vir a cena de meu irmão morto debaixo de uma das rodas da caminhonete. Quero ao menos que o motorista seja proibido de dirigir para não correr o risco de matar mais ninguém”, finalizou Sílvia.


O afilhado que estava ao lado de Joaquim Araújo Dias, o Boa, no momento do acidente sofreu apenas algumas escoriações.

Jornal Midiamax