A Justiça através da 1º Vara Criminal marcou a audiência para o médico ginecologista Salvador Walter Lopes, acusado de assédio sexual contra pacientes em Campo Grande. Em 2024, o ginecologista teve o registro cassado.
A determinação da audiência foi pelo juiz Roberto Ferreira Filho. “Por não vislumbrar a presença de nenhuma das hipóteses de absolvição sumária, ratifico o recebimento da denúncia ocorrido às fls. 120/122 e, dando prosseguimento ao feito, designo audiência de instrução e julgamento para o dia 19/05/2025, às 13:30 horas”., diz a decisão.
O médico responde por crimes nas 3º, 4º e 6º Varas Criminais por assédio sexual. No dia 22 de julho de 2024, o ginecologista teve o registro cassado. “O Conselho Federal de Medicina (CFM), no uso de suas atribuições e com fundamento na alínea ‘e’ do art. 22 da Lei n° 3.268, de 30 de setembro de 1957, tendo em vista a decisão proferida nos autos do recurso em Processo Ético-Profissional julgado no seu Pleno do Tribunal Superior de Ética Médica em 19/06/2024, torna pública a sanção de CASSAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL, prevista na alínea ‘e’ do artigo 22 da Lei nº 3.268/57, e consequente cancelamento do registro profissional de médico do Dr. SALVADOR WALTER LOPES DE ARRUDA, CRM/MS nº 1.217, por infração aos artigos 23, 30, 38, 40 e 73 do Código de Ética Médica de 2018 (Resolução CFM nº 2.217/18)”, diz a decisão que foi assinada por José Hiran da Silva Galo, presidente do conselho.
Ginecologista é acusado de assédio em consultas
Em uma das consultas, o médico disse que a paciente era “muito gostosa” e deveria falar mais sobre sexo, quando começou a perguntar sobre as preferências sexuais dela. “Como você gosta de t…?”, questionou. Além disso, forçou um abraço na vítima ‘para que ela ficasse mais relaxada’ e ainda tentou beijá-la no rosto.
Em outra consulta, a mulher disse‘que estava com a menstruação atrasada, quando ouviu do médico “reza para você não estar grávida, porque você está gorda, vai ficar feia, horrorosa, vai ter diabete, hipertensão, e você só volta aqui quando emagrecer”.
Esses são apenas dois relatos dos mais de dez atendimentos inadequados registrados na polícia contra o médico. Mesmo assim, o Conselho aplicou penalidade de censura pública em publicação oficial, divulgando o nome do médico, de CRM/MS 1.217 e registro nº 234.612 no Conselho.
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