Um médico ginecologista de , de 68 anos, voltou a ser denunciado em uma da cidade após dizer para uma paciente para ela “rezar para não estar grávida”, porque estava gorda. Ele já teve absolvição em um caso de assédio e agora responde a outro processo, pelo mesmo fato.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, a denúncia foi feita em setembro de 2021 na (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e chegou ao Poder Judiciário no final de janeiro deste ano. Foi feito um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) por injúria contra o médico.

A paciente, de 23 anos, contou que procurou o consultório porque estava com a menstruação atrasada há mais de 100 dias. Durante a consulta, o médico disse “Reza pra você não estar grávida, porque você está gorda, vai ficar feia, horrorosa, vai ter diabete, hipertensão”. Ele ainda teria dito “Só volte aqui quando emagrecer”.

A mulher acabou procurando a delegacia por se sentir ofendida com a postura do profissional da Saúde. O médico já responde a processo por assédio sexual, que tramita em segredo de justiça.

Relembre

O caso veio à tona após uma vítima registrar boletim de ocorrência, em agosto de 2020, por ter sido agarrada e beijada pelo acusado. A denúncia foi apresentada alguns meses depois pelo (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Conforme a acusação, o médico praticou ato libidinoso com objetivo de satisfazer a própria lascívia, crime previsto no artigo 215-A, do Código Penal. Várias testemunhas confirmaram os crimes.

No relato, a vítima lembra que foi ao consultório médico em data e horários agendados. Durante a consulta, o ginecologista teria constrangido a vítima com frases de cunho sexual. Ele ainda beijou a vítima sem permissão e a abraçou. Por várias vezes ele também fez comentários sobre a aparência da paciente, a constrangendo.

Uma médica que fez residência no hospital em que o acusado era chefe da ginecologia lembrou que, naquela época, os fatos de assédio e ato libidinoso já aconteciam. Isso, em meados de 2007. Em determinada ocasião, o médico chegou a dar um tapa nas nádegas da médica residente.

Ela alegou que não teve coragem de denunciar, já que o ginecologista era o chefe e podia reprová-la. Outras testemunhas do meio também relataram os mesmos fatos e lembraram de ocasiões em que viram o médico ‘se aproveitar' de pacientes. Diante de todas as acusações, o médico se manteve em silêncio.

O processo tramita em sigilo, na 1ª Vara Criminal de Campo Grande, e outros três inquéritos policiais sobre o mesmo crime também foram anexados aos autos.