Ronnie Lessa, acusado do assassinato da ex-vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, e do motorista Anderson Gomes, preso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, desde dezembro de 2020, foi condenado por contrabando.

Lessa foi condenado a seis anos e oito meses de prisão em regime semiaberto por contrabando de peças de arma de fogo pela Justiça do Rio de Janeiro. As peças de armas eram enviadas pela filha, nos Estados Unidos, depois do ex-policial fazer as compras pela internet.

Os envios das peças foram entre 2017 e 2018, segundo denúncia do Ministério Público. De acordo com o Jornal O Dia, o processo é um desdobramento de uma realizada em 2019, na residência de um amigo de Lessa, na zona Norte do Rio. 

Em novembro de 2023, Ronnie Lessa teve a pena ampliada no processo do sumiço de armas do assassinato da vereadora Marielle Franco. O ex-policial militar teve a pena ampliada de quatro anos e meio para cinco anos, além de 16 dias-multa e o cumprimento da pena em regime fechado. Elaine Pereira Figueiredo Lessa (esposa de Ronnie), Bruno Pereira Figueiredo, José Márcio Mantovano e Josinaldo Lucas Freitas também tiveram as penas ampliadas. Eles haviam sido condenados a quatro anos de prisão em regime aberto.

Lessa foi citado em delação premiada do ex-PM Élcio de Queiroz, firmada com a Polícia Federal, onde confessa ter participado junto com Ronnie Lessa da execução da ex-vereadora. A delação de Élcio resultou em uma nesta segunda-feira (24), no Rio de Janeiro, que prendeu ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel, que foi expulso pelo do Rio de Janeiro, em maio do ano passado, após ser condenado por atrapalhar as investigações sobre as mortes de Marielle Franco e Anderson Gomes. A Operação Élpis cumpriu sete mandados de busca e apreensão.