O Tribunal do Júri optou por considerar Juliano de Lacerda Bittencourt, de 26 anos, acusado de matar o colega de cela, Renato Geovane Alves, de 37 anos, no Presídio da Gameleira II, em Campo Grande, como inimputável, ou seja, não entende a gravidade do ato cometido por causa de uma doença psiquiátrica. Ele será internado em clínica, por período mínimo de um ano.

O réu disse que escutou voz da avó ordenando o crime. Em outro caso, o feminicídio de uma vizinha idosa, ocorrido no mesmo ano, em 2022, também alegou que vozes ordenaram o assassinato.

Nesta manhã, foi julgado pelo homicídio do colega de cela. Em depoimento, Juliano Bittencourt conta que a vítima era de poucas palavras e não respondia às tentativas de conversa que ele iniciava.

No dia 7 de setembro de 2022, perguntou a Renato sobre os pais dele. A resposta do colega de cela irritou o autor. “Simplesmente fiquei nervoso. Ele respondeu que o pai e a mãe não prestavam. Comecei a ficar irado, gritei para as celas do lado que iria fazer o ato e eles incentivaram”, afirma.

No momento de euforia, relata, ainda, que escutou a voz da falecida avó dizendo para ele “arrume”. No entendimento dele, a falecida dizia para matar Renato. Então, foi para cima do colega, que tentou se defender, mas foi morto asfixiado.

O réu afirma, ainda, ter ouvido outra voz dizendo que Renato abusava de crianças. “Também ouvi dizendo que ele era abusador de criança. Não foi ele que disse ‘sou abusador de criança’, foi uma voz contando que ele era”, lembra.

No feminicídio de Ivonete Bartolomeu, de 64 anos, pelo qual tinha sido preso pouco menos de um mês antes, em 19 de agosto, em Sidrolândia. À polícia, também relatou que vozes o mandaram cometer o crime. Ele disse que ouvia vozes desde os 19 anos e, no dia do assassinato, ouvia a mãe dele ordenar o crime.